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No dia mentira, vamos de Chico Buarque
E vamos de Samba do grande amor, no 1° de abril, dia da mentira. Música de Chico Buarque, aquele mesmo, que quando toca na roda, as cabrochas seguram a barra de saia e corrupiam feito rolinhas no cio. Cena bonita e frequente. Dizem que mentir é feio. Bonito, de fato, não deve ser. Às vezes, a mentira vale a pena. Acho que todo mundo sabe disso.Por que quando interessa, quase todo mundo mente.
Hoje eu tenho apenas/Uma pedra no meu peito/Exijo respeito/Não sou mais um sonhador/Chego a mudar de calçada/Quando aparece uma flor/E dou risada do grande amor Mentira
Beth Carvalho e os partideiros Trapalhões
Por Thales Ramos
Os trapalhões e o Rei do Futebol, A princesa Xuxa e os trapalhões e Os trapalhões no rabo do cometa, todos filmes de sucesso na carreira de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. O título do post poderia ser mais um. No video postado por poetavivo, Beth Carvalho versa com os quarteto de partideiros. Depois tem um musical gaiato da sambista com os humoristas cantando “Coisinha do pai”. Hilário!
O Didi que já pegou até a Luma de Oliveira, desta vez tentou e não se deu bem. Tomou toco da Beth Carvalho.
Radiohead com samba no pé
Thom Yorke, vocalista da cultuada banda Radiohead, sambando com a vinheta do carnaval da Globo, pode? Pode. Na internet, pelo menos. Vejam no video abaixo o cantor inglês sambando muito ao som de “Globeleza”(Franco/Jorge Aragão). A gatunagem na web é implacável, graças a Deus. E aí, Mr. Yorke, meteram banana no seu chá da tarde.
Dica do amigo Rodrigo Alves, Comendador Tijucano.
Thom Yorke – Globeleza
Clip Original
A sensibilidade de uma cantora
Por Thales Ramos
Em 89 Beth Carvalho lançava o disco “Saudades da Guanabara”. Sidney Rezende – com carinha de nerd – entrevista a cantora para o programa “Baleia Verde”, veiculado pelas tvs Manchete e Educativa. Ele exalta os posicionamentos da cantora. Excelente entrevista postada por srzd. Em tempo, o disco vale o download.
A música título do álbum composta por Paulo Cesar Pinheiro, Moacyr Luz e Aldir Blanc é explicada pela cantora.
“Fala da saudade da Guanabara antes da fusão,sem a poluição que hoje o Rio de Janeiro está. Continua lindo, mas muito maltratado”, explica.
Beth demonstra um discurso bem coerente na entrevista e o repórter fala de questões muito interessantes, como o posicionamento dos artistas sobre a ecologia e da questão índigena, temas abordados no disco da sambista.
De lá pra cá, muita coisa mudou?
Hommer Simpson com Molejo
Por Thales Ramos
Um video que junta Simpsons, Grupo Molejo, Youtube e samba é muita cultura pop na veia, na minha opinião. O molejão ficou fora das paradas de sucesso um tempo, mas voltou com tudo graças a música “Vou voltar para sacanagem”. Atire a primeira pedra quem não riu ou bateu o pezinho cantarolando, mesmo que escondido “vou voltar pra sanagem/pra casa de massagem”.
Enfim, alguém tão astuto quanto Chapolin Colorado e fã dos Simpsons fez a ponte da música com o seriado americano. Várias imagens de inusitadas de Hommer Simpson, o patriarca da família de quatro dedos, são usadas ao som do Molejão.
Em comum os americanos de Springfield e os cariocas pagodeiros, têm o humor, claro!
Fã edita videos em homenagem ao samba
Por Thales Ramos
E catando videos por aí, tropecei em Chico Buarque cantando “Poder Criação”, eternizada na voz de João Nogueira. A tabelinha Chico/João já vale, mas o interessante mesmo foi a edição que um camarada chamado Décio Oliveira fez com imagens de vários nomes do samba no decorrer do videoclipe. A sensação que se tem depois de ver o video é que ele não esqueceu de ninguém. Eu contei 62 fotos no total.
Fuçando um pouco mais a conta do cara no youtube, vi que ele tem mania disso, e ao todo são 11 videos editados por ele. Tem “Paratodos”, de Chico Buarque, “Clara”, de Francis Hime, “Carcará”, com João do Vale e outros videos dedicados a Clara Nunes. Décio disse por email que sabe o básico de programas de edição e faz o feijão com arroz. No video de “Poder da Criação”, por exemplo, ele aponta que na foto de Wilson Moreira, pôs Wilson Batista na legenda. Ah, vale lembrar que as fotos de Moreira e Arlindo no Cruz, no video são aqui do blog, cliques de Bruno Villas Bôas.
O bacana disso tudo é observar a interação e a capacidade que a internet dá de se fazer coisas interessantes como essa. Foi-se o tempo que precisava-se de um grande aparato para editar videos, músicas e etc. Mas digam aê, gostaram do video do Décio?
Suplicy cai no samba em posse de Ministra
Por Thales Ramos
E na posse de Ana de Holanda, Ministra da Cultura, a irmã do Chico, aquele Francisco, a bateria de escola de samba esquentava os tamborins e eis que um senador rouba a cena. Rouba no sentido figurado, ainda que o verbo roubar seja um dos preferidos dos excelentíssimos em Brasíla, a cena estava lá e Eduardo Suplicy não a pôs no bolso.
Vejam o video hilário do senador Suplicy caindo no samba. Ginga ele não tem, mas a vibração sobra na criança. Ele começa tímido, mas depois vai que vai danado.
Alcione, 300 anos
Por Thales Ramos
E quase tudo que aprendi de samba foi na roda. A roda, desde o princípio. Domingo, quando mais uma vez estava na excelente roda do “Samba da Amendoeira”, que rola no Restaurante Jambeiro, em Niterói, redescobri “300 anos” (Paulo Cesar Feital/Altay Veloso). No video postado por titagrec vemos uma interpretação ispirada de Alcione. A marrom defende a canção com raça.
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A letra do samba exalta Zumbi dos Palmares e é muito bem feita, como quase tudo que o Altay Veloso faz. Em roda quando tocada cresce muito. O refrão “Que vem de Angola e de Luanda/Salve essa nação de Aruanda/Salve a mesa posta de umbanda/Salve esse Brasil-Zumbi“, pega a galera pelo pé, literalmente.
Outro ponto alto do samba é a referência a Nelson Mandela: “Sou eu, sou eu, Soweto Livre, Mandela é Zumbi/Que se revive/Exemplo pro céu/De outros países como o meu/Sou eu orgulho de Zumbi“. Altay Veloso e Paulo Cesar Feital em “300 anos”, fizeram bela poesia, mostrando conhecimento histórico e relacionando o reinado de Zumbi com a história do negro atualmente. A interpretação de Alcione ainda é a melhor que eu já vi.
O grupo Bom Gosto gravou, a pegada ficou boa, mas a voz fina do vocalista me incomodou um pouco. O Negritude Jr também fez sua versão no disco “Gente da Gente”, de 95. A versão dos pagodeiros da Cohab é bem superior. Escutem no player do blog.
Comparando as três versões, qual você acha a melhor?
300 anos
(Altay Veloso/Paulo César Feital)
Se Zumbi
Guerreiro-guardião
Da Senzala Brasil
Pedisse a coroação
E por direito o cetro do quilombo
Que deixou por aqui
Nossa bandeira era
Ordem, progresso e perdão
É Zumbi
Babá dessa nação
Orixá nacional
Orfeu da Casa Real
Do carnaval do negro
Quilombola da escola daqui
O mestre-sala de Zambi
Na libertação
Parece que eu sou
Zumbi dos Palmares quando sambo
O príncipe herdeiro
Dos quilombos do Brasil
Sou eu, sou eu, Soweto
Livre, Mandela é Zumbi
Que se revive
Exemplo pro céu
De outros países como o meu
Sou eu orgulho de Zumbi
Que vem de Angola e de Luanda
Salve essa nação de Aruanda
Salve a mesa posta de umbanda
Salve esse Brasil-Zumbi
Relíquia do Cacique de Ramos
Por Thales Ramos
Almir Guineto, Bira Presidente, Neoci, Mussum e Jorge Aragão tocando juntos no Cacique de Ramos era uma cena comum nos anos 80. Acho que não cheguei a ver videos dessa época da famosa roda de samba, celeiro de tantos sambistas. As imagens acima mostram os caras tocando. Confesso que bate a tal da “saudade dos tempos que não vivi”. A relíquia foi postada por ticoinjapan.
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Almir Guineto empunha o banjo, Bira no pandeiro, Mussum na cervejinha e agogô e Aragão no sete cordas. Brincadeira boa é tentar adivinhar as músicas que eles tocam. O video tem 1:15, mas vários cortes. Eu consegui identificar “Saco Cheio” e “Vizinha” (pega ela peru/pega ela peru) e “Vou festejar”.
Revendo as imagens, bate uma saudadezinha?
Mulatas! Deusas humanizadas
Por Thales Ramos
O Argumento do filme “Mulatas! Um tufão nos quadris”, diz: “Estrelas anônimas da nossa maior festa, as mulatas são o emblema supremo do Carnaval. Os relatos montam um indispensável retrato do cotidiano de rainhas pagãs que enfrentam discriminação, assédios e carências as mais variadas com o jogo de cintura típico dos bambas”.
O documentário com direção de Walmor Pamplona e roteiro de Aydano André Motta, promete valorizar as rainhas do carnaval, que ao mesmo tempo que encantam na avenida têm suas personalidades escondidas no anonimato. O filme estreia em janeiro de 2011.
Ao todo são 13 passistas entrevistadas, contando sobre suas vidas dentro e fora do carnaval, como a inesquecível Soninha Capeta, da Beija-Flor, eterna rainha de bateria da escola. No trailler algumas frases emblemáticas, como da portelenese Nilce Fran:
“Antes entedia-se que mulata era uma cor. E virou uma profissão. Mulata Show”, diz.
Orgulho, desejo, profissão, aflições, samba, preconceito são assuntos abordados no filme. É a humanização das deusas. E Deus criou as mulatas!





