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Um olhar sobre a festa do Galocantô

Por Thales Ramos Fotos/Video Thales Ramos
Um dia antes do final do ano rolou a 7ª Festa do Galo, do grupo Galocantô. O evento que já faz parte do calendário cultural carioca aconteceu na Associação Atlética Vila Isabel, em Vila Isabel. Noel Rosa, por conta do centenário, foi o homenageado. Os caras fizeram um bom show alternando repertório próprio, Noel e outros. A bateria da Vila Isabel não deixou a poeira baixar e também levantou a galera.
O pessoal tava animado, muita mulher bonita. Uma pequena banca com muitas boas opções de cds de samba e alguns souvenirs do grupo. Uma negra linda com rosa na cabeleira e vestido cor de sangue atraía olhares e provocou o seguinte comentário: “Essa Vanessa da Matta está me tirando do sério, mas já tem um guerreiro ali atuando”. A moça estava com namorado e restou ao autor da frase se afogar em copos de cerveja, no estilo Só pra contrariar. Também tinha uma senhorita espevitada soltando bolinhas de sabão. O evento foi divertido, mas…Depois de certa hora a cerveja estava quente. O som deixou a desejar, quem estava muito lá pra trás escutava mal o show.
Mas, valeu. Outros grupos poderiam seguir essa linha do Galocantô e preencher o final de ano de opções de samba. Abaixo vejam o video do grupo cantando “Com que roupa?”, de Noel Rosa. Depois de 00:34 segundos, vê-se a moça jogando bolinhas de sabão e duas cabrochas fazendo um passinho bacana. Confiram!
Concurso de Marchinhas 2011. Escolha a sua
Por Thales Ramos
Vejam no video de O Globo, os finalistas do 6º Concurso de Marchinhas da Fundição Progresso, reportagem de Daniel Levi e Liana Carvalho. Cada compositor defende a sua diante dos Arcos da Lapa. Escutem e cornetem aí. Em breve elas poderão ser escutadas no site do concurso.
Clique aqui e concorra a ingressos para a festa da 7ª Festa do Galocantô
Destaco três melhores entre as 10. “Avante, companheiros”, Daniel Pereira. Uma sátira bem construída, juntando carnaval e o universo camarada socialista. “Amigo, Bipolar”, Marcus Monteiro e Pedro Ivo Dutra. Nessa o velho e bom duplo sentido está presente, diz respeito a masculinidade de um certo moço. “Mulher é bom demais”, Darcy Maravilha e Sergio Foleado. Uma crítica ao padrão estético imposto as mulheres, muito engraçada e espirituosa.
A final do concurso é dia 20 de fereveiro.
Algumas observações:
*Não adianta fazer concurso de marchinha todo ano e não tocar em lugar nenhum. Entra ano e sai ano, as mesmas continua sendo tocadas. Nada contra as antigas. Mas se tem concurso e novas composições, não vejo por que não renovar.
*Parece que o cd das marcinhas sai no final de fevereiro, próximo do carnaval. Um erro no meu modo de ver. O ideal seria virar o ano com o disco pronto. Próximo da festa do momo o tempo de divulgação é muito pouco.
Promoção 7ª Festa do Galocantô
Para animar o pré-reveillon da galera, “O Samba é meu dom” sorteia dois pares de ingressos para a tradicional festa de fim de ano do Galocantô, a 7ª Festa do Galo – Um encontro do samba. Esse ano a rapaziada festeja o centenário de Noel Rosa e receberá como convidada a bateria da Vila Isabel. A festa acontece no dia 30/12, às 22h, na Associação Atlética Vila Isabel. O resultado da Promoção sai no dia 28/12.
PROMOÇÃO:
O Galocantô é um dos grupos mais talentosos da recente safra de grupos de samba carioca, para participar dessa festa, basta responder a pergunta “Por que Noel Rosa e Galocantô dão uma mistura boa?”, para o email blogsamba@gmail.com. Importante: como para chover até o céu pede água, algumas exigências devem ser atendidas. Conforme acordo com a organização da festa, é necessário o envio do RG do participante. O nome dos ganhadores estará na porta da festa e será conferido.
Também devem ser enviados os seguintes dados:
- idade, escolaridade e bairro onde mora
- frequência, dia da semana e horários aproximados que costuma acessar “O Samba é meu dom”
- três áreas de interesse do leitor (além do samba). Ex.: tecnologia, gastronomia, cinema, literatura, entretenimento, games, comportamento, moda etc.
Atenção: para concorrer à promoção, o leitor amigo do SAMBA deve responder a todas as perguntas. A falta de um desses dados deixará o leitor de fora do páreo. Não dê mole, rapaziada!
“O samba é meu dom” abre espaço para o ganhador da promoção publicar seu vídeo ou foto aqui no site. Vale qualquer tipo de registro, de celular a câmeras mais sofisticadas. A escolha é do freguês. O importante é o olhar do leitor a respeito da “7ª Festa do Galo – Um encontro do samba”. E não faltarão momentos lindos para o registro. Mande sua imagem para blogsamba@gmail.com. Aproveite!
Gratos e até lá.
Serviço da Festa:
Quinta-feira (30 de dezembro de 2010). Horário: 22h.Ingressos: R$ 15 (antecipado*) / R$ 20 (meia entrada para: estudantes, idosos e deficientes) / R$ 40 (inteira)
Classificação etária: 18 anos
Local:
Associação Atlética Vila Isabel
Av. 28 de Setembro, 160, Vila Isabel
Informações: 7891-1928
www.galocanto.com
PONTOS DE VENDA (até 29/12)
ZONA NORTE
#Loja Deplá – Shopping Iguatemi – 2º piso
Rua Barão de São Francisco, 236 – Lj. 205
Tel: (21) 2578-2742 ; (21) 2578-2742
Seg a Sáb de 10 às 22h
#RG Vídeo Locadora
Av. 28 de Setembro, 210 – Lj.06 – Vila Isabel
Tel 2567-5042
Seg a Sex de 10 às 20h30
CENTRO
#Livraria Folha Seca
Rua do Ouvidor, 37 – Centro
Tel 2507-7175
Seg a Sex de 10 às 19h / Sáb de 10 às 15h
ZONA SUL
#Cavídeo (Cobal do Humaitá)
Rua Voluntários da Pátria, 446 – Lj. 25 – Botafogo
Tel 2266-2239
Diariamente de 10 às 00h
Wilson Moreira faz show e comenta projetos

Por Thales Ramos Foto Bruno Villas Bôas
Wilson Moreira estampou a capa do Segundo Caderno de O Globo, hoje. Na boa matéria de Mauro Ventura, alguns projetos do Alicate foram comentados. Domingo ele faz show na Associação Atlética Banco do Brasil, Rua Hadock Lobo, 227 – Tijuca, ás 15 horas. A entrada é gratuita.
Leia a entrevista que Wilson Moreira nos deu.
Segundo a matéria todos os projetos de Wilson Moreira são idealizados pela esposa do sambista, Angela Nenzy. Ao todo são seis: Centro Cultural Solar Wilson Moreira, Bloco de Carnaval, Documentário, Biografia, dois cds e o relançamento de uma história em quadrinhos sobre Wilson.
Aguardamos ansiosamente.
Samba da Portela embala título do Fluminense
“Grandes são os outros. O Fluminense é enorme”, disse Nelson Rodrigues. Enorme também é a Portela. Dois anos atrás a azul e branca de Madureira e o tricolor das Laranjeiras tiveram um encontro na arquibancada, mais precisamente na época da Libertadores da América, quando o Fluminense ficou com o vice-campeoanato. A torcida tricolor cantava nas arquibancadas a paródia de “Gosto que me enrosco”(Noca da Portela/Colombo/Gerson), samba portelense de 95. A versão tricolor para o samba caiu no gosto da torcida e virou: “Gosto pra caralho de ser tricolor/esse clube é minha vida/é o meu amor”.
Algumas curiosidades interessantes. Em 95 o Fluminense foi campeão carioca, com o famoso gol de barriga de Renato Gaúcho. Noca da Portela, um dos autores de “Gosto que me enrosco” é tricolor. Se o tricolor carioca foi vice em 2008, quando levou o samba da Portela para as arquibancadas, a escola também ficou com o segundo lugar em 95. Um dos autores do samba chama-se Gerson, homônimo de um dos tricolores mais ilustres e inflamados, Gerson, Canhotinha de Ouro, ex-jogador do clube e campeão mundial em 70.
Tanto em 95, quanto em 2010, o Fluminense amargou dois grandes hiatos. Primeiro de títulos. O gol de Renato acabou com o jejum de nove anos na fila. Esse ano o jejum fica por conta dos 26 anos sem título brasileiro. Desde 84 o tricolor não levantava o caneco. Ontem no Engenhão, quando a torcida cantou a versão tricolor do samba de Noca, eu pensei que assim como nós tricolores iríamos levantar a taça, a Portela poderia finalmente voltar a vencer um carnaval.
Escutem abaixo “Gosto que me enrosco”, na Sapucaí e comparem com a versão da torcida tricolor.
Dia Nacional do Samba, Nei Lopes e Edison Carneiro
Nei Lopes, gênio das letras que é, aponta um caminho interessante para elucidação do “mistério” da criação da data do Dia Nacional do Samba. Em seu blog ele indica que a data foi criada pelo baiano Edison Carneiro, jornalista, escritor e etnólogo, no Rio de Janeiro. Leiam mais no lote do sambista. Clique aqui.
Nina Becker brilha na homenagem a Nelson
Por Thales Ramos
Na última sexta-feira o Som Brasil, da Rede Globo, foi dedicado a obra de Nelson Cavaquinho. Como tinha cornetado posts antes, o horário do programa foi muito ingrato, mas já está no youtube, pelo menos. Luis Melodia arrebentou cantando e sambando. Os outros intérpretes foram Nina Becker, Mariana Bernardes e o grupo Tira Poeira e Mateus Sartori.
Quem mais chamou minha atenção foi Nina. A cantora foi a que mais arriscou com a obra de Nelson. “Luz Negra”, a primeira música cantada por ela, ficou ótima. A melhor versão do programa. Mariana Bernardes e o Tira Poeira, únicos sambistas do programa foram apenas corretos, na minha opinião. Não conhecia o Mateus Sartori, excelente cantor. Defendeu muito bem “Rugas”, de resto, nada demais.
De qualquer forma, esta tudo no youtube. Tirem suas conclusões. Cornetem aí.
Imperatriz Leopoldinense no Complexo do Alemão
E na ansiedade da moradora do Complexo do Alemão versos históricos da Imperatriz Leopoldinense, campeã do carnaval em 1989. No fuzuê da “guerra”, a busca do consolo em alguns versos de samba. “Liberdade/Liberdade/Abre as asas sobre nós”.
O samba e a guerra particular no Rio de Janeiro
Por Thales Ramos
Como tem samba para tudo e todos, segue um Top 10 de sambas -e os respectivos intérpretes e letras- que de certa forma têm a ver com a situação atual. A segurança pública do Rio de Janeiro passa por dias difíceis e o Estado dá ao problema status de guerra. Acho que é um pouco cedo para fazer algum diagnóstico, mas por ora, apenas uma certeza: os mais pobres e humildes são os que sofrem mais. Nos bairros menos abastados a população convive com fogo cruzado, fogo nos carros, fogo nos ônibus. Falta transporte público, que quando funciona “direito”, já é ruim.
Os sambas abaixo falam de favela, polícia, bandido, corrupção, tiroteio, preconceito, povo, comunidade e etc. Feitas em épocas distintas, as canções são um retrato de seu tempo, mas também tem muito a ver com a atualidade.
Todos os sambas listados podem ser escutados no nosso player ao lado.
1- O dia em que o morro descer e não for carnaval (Wilson das Neves/Paulo Cesar Pinheiro)(1996), Wilson das Neves. A letra supõe o que pode acontecer no caso da favela se revoltar diante da ausência e inoperância do Estado. Talvez seja a mais representativa da lista. ”Ninguém sabe a força desse pessoal/melhor é o Poder devolver à esse povo a alegria/senão todo mundo vai sambar no dia/em que o morro descer e não for carnaval”.
2-Numa Cidade Muito Longe Daqui(2006) (Arlindo Cruz/ Franco/Acyr Marques), Leandro Sapucahí. A relação, às vezes estreita, entre bandidos e mocinhos no Rio de Janeiro é abordada. “Porque tem homem mal/Que vira homem bom/Porque tem homem da lei
Que vira homem mal”.
3- Na subida do morro (Originais do Samba), Originais do Samba. Mussum e sua turma fazem uma análise dos moradores e a malandragem do morro, fazendo um grande samba. A música foi sampleada no cd de José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, traficante notório dos anos 80. O raper Xis interpreta a canção, que relata a fuga espetacular de Escadinha do presídio de Ilha Grande. Escutem aqui.
4-Opinião(1964) (Zé Kéti), Zé Kéti. O clássico do portelense exalta o espírito de comunidade da favela. Já nessa época, alguns excessos eram cometidos pela polícia contra os moradores.“Podem me prender/Podem me bater/Podem, até deixar-me sem comer/Que eu não mudo de opinião/Daqui do morro/Eu não saio, não”.
5-O morro não tem vez(1963) (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), Jair Rodrigues e Elis Regina. O poetinha e o maestro pedem voz ao morro por uma cidade mais feliz e cantante. “Quando derem vez ao morro/toda cidade vai cantar”.
6-Catatau(1991) (Guará), Jovelina Pérola Negra. A voz potente de Jovelina narra a abordagem desastrosa da polícia a um morador do Vidigal, Catatau. “E nem a sorte daquele inocente lá do vidigal/Que fez chorar o soldado/Que muito mal orientado, não pode evitar o mal/E nem a sorte daquele inocente lá do vidigal”.
7-Amor à favela(2009) (Arlindo Cruz/Rogê), Arlindo Cruz. Numa hipotética volta de Cartola ao morro da Mangueira, muita coisa mudou. O jovem anda um pouco mais dernoteado e a favela menos musical e poética. Música linda.
8-Meu bom juiz(1996) (Serginho Meriti/Beto Sem Braço), Bezerra da Silva. Escadinha é personagem desse samba eternizado na voz de Bezerra da Silva. A letra fala do lamento do Morro do Juramento, pela detenção do traficante. Muita espirituosa e engraçada, como toda obra de Bezerra.
9-Cabide de emprego(2002) (Chico Anísio/Dicró). Dois mestres em fazer rir, Dicró e Chico Anísio esclarecem a estrutura trabalhista do crime. “Se não fosse o crime, muita gente morria de fome/O vagabundo é quem garante o pagamento dos homens/Eu não faço apologia, mas infelizmente é verdade/Existe o bem e o mal/Em todo canto da cidade”.
10-Favela (Arlindo Cruz/Acyr Marques/Ronaldinho), Arlindo Cruz. Em mais um belo samba de Arlindo, ele fala de preconceito e do amor as raízes. “Nem sempre a maldade humana/Está em quem porta um fuzil/Tem gente de terno e gravata/Matando o Brasil”.
Finalistas do Concurso de Marchinhas
Por Thales Ramos
E saiu a lista dos finalistas do Concurso de Marchinhas da Fundição Progresso. Ao todo 10 marchinhas foram selecionadas para grande final, que acredito eu, será próxima ao carnaval. A boa seria as rádios aproveitarem o concurso e tocarem as marchas. Nada contra as antigas, mas já que o Rio retomou o carnaval de rua com blocos, não seria mal marchas novas caírem na boca do povo. E viva o verbo cornetar!
Só para tirar uma ondinha besta, três finalistas já foram personagens aqui no blog. Daniel Pereira, Pedro Ivo (parceria com Marcus Monteiro) e Pedro Holanda. Os dois primeiros são amigos do peito e de copo.
Que vença o melhor, mas estou na torcida pelo Pedro Ivo. Eu bebo há mais tempo com ele.










