Posts filed under ‘Crônicas’

Relíquia do Cacique de Ramos

Por Thales Ramos

Almir Guineto
, Bira Presidente, Neoci, Mussum e Jorge Aragão tocando juntos no Cacique de Ramos era uma cena comum nos anos 80. Acho que não cheguei a ver videos dessa época da famosa roda de samba, celeiro de tantos sambistas. As imagens acima mostram os caras tocando. Confesso que bate a tal da “saudade dos tempos que não vivi”. A relíquia foi postada por ticoinjapan.

Clique aqui e concorra a ingressos para a festa da 7ª Festa do Galocantô

Almir Guineto empunha o banjo, Bira no pandeiro, Mussum na cervejinha e agogô e Aragão no sete cordas. Brincadeira boa é tentar adivinhar as músicas que eles tocam. O video tem 1:15, mas vários cortes. Eu consegui identificar “Saco Cheio” e “Vizinha” (pega ela peru/pega ela peru) e “Vou festejar”.

Revendo as imagens, bate uma saudadezinha?

 

dezembro, 2010 at 9:35 am 2 comentários

Os artistas mais influentes do samba…para mim


Por Thales Ramos

Aproveitando o Dia Nacional do Samba e a crônica de ontem, fiz uma lista sobre os artistas que mais me influenciaram pelo samba que produziram. Levo em conta os que conheci na infância e adolescência e me despetaram para o gênero, os que conheci depois que comecei a pesquisar sobre o assunto e finalmente, os que me falam mais forte no coração. Que coisa cafona!

É claro que se eu fizesse a lista semana que vem seriam outros, assim como daqui três meses. Convido aos amigos que façam o mesmo. Eu listei 11 titulares, como no futebol. Caso goste de basquete, escale 5. Vôlei, 6. Tênis de mesa,1. Senão gosta de esporte, liste uns 45 nomes mesmo.

Roberto Ribeiro – Um dos maiores cantores brasileiros. O melhor do samba, na minha opinião.

Almir Guineto – Escutava desde moleque e cantarolava pela casa. Talvez o melhor compositor de sua geração. Foi entrevistado pelo blog e foi capa do nosso jornal. Leia aqui.

Bezerra da Silva – Outro que remete a infância. Antes era engraçado, amadurecido passei a achar genial. Bezerra é um tablóide de malandragem.

Beth Carvalho – Uma das primeiras referências que tive de cantora. Graças a Deus cantava samba. Popular, tem vários hits que qualquer cristão conhece.

Cartola – Um dos choques musicais da minha vida. Depois de conhecer e me aprofundar em Cartola, nada mais na vida e na música foi a mesma coisa.

Nei Lopes – Esse já é parte da fase de pesquisa. Top de letristas preferidos. Esse é clínica geral pura. Letras engraçadas, políticas, românticas. Sabe tudo.

Neguinho da Beija-Flor – Por causa dele queria ser puxador. Carismático e com bela voz, definiu minha escola de samba. Ah, gosto muito de “Mulher, mulher, mulher”.

Noel Rosa – Escutar Noel é praticamente uma aula de história. Seus sambas muitas vezes são fotografias da época em que viveu. Também da fase de pesquisa.

Paulinho da Viola – Gênio da raça. O cara é um dos grandes da MPB. Outra capa que emplacamos no jornal. Leia aqui.

Candeia – Outro que conheci estudando o assunto. Um sambista inspirado e atento as coisas ao seu redor.

Dona Ivone Lara – Paixonite da adolescência. Já na fase adulta, gamei de vez. Cantora e compositora nota 11.

Menção Honrosa: Escolas de Samba

Faça sua lista nos comentários.

dezembro, 2010 at 4:17 pm 3 comentários

Dia Nacional do Samba. O samba para cada um

Por Thales Ramos

2 de dezembro, Dia Nacional do Samba e de samba. Aqui no Rio o famoso trem do samba , as rodas de samba pela cidade e as de noite em Oswaldro Cruz, já se tornaram tradição. Samba é para alguns paixão, hábito, rotina, trabalho. Tradição, história, família, raiz. Lembranças, dança, ritmo, música.Tem gente que diz que respira samba. O trem esse ano sai no sábado. Dia nacional do descanso.( Leia a coluna que fiz sobre o Dia Nacional do Samba, em 2008)

Veja aqui a programação do Dia nacional do samba na Agenda Samba e Choro

Tem gente que fala que vive samba. No coração e na cabeça de cada um algo forte que toca e tem significado particular. Todos que gostam de samba devem reverenciar Noel Rosa, Wilson Batista, Cartola e outros mais. Aqueles músicos da roda de samba que você vai, mas não sabe o nome. A Mangueira, Deixa Falar, Portela, Império Serrano e outras agremiações.

Ao pai que deu o primeiro disco de samba. A mãe que cantarolava o velho samba-enredo. A descoberta da rádio. Aos desfiles na televisão. Aos blocos de carnaval de rua. A primeira roupa de bate-bola. Aquele beijo bem dado, naquela pessoa que você nem sabe o nome. A todos os coros com amigos que você cantou na mesa de bar.

Aquele parceiro (a) que não gosta de samba, mas foi na roda só para te rever. Aquela namorada (o) que fez o mesmo. Ao seu (a) coroa que te dava aquele 10 merréis para você pagar o couvert, quando você era duro. Aquele vocalista que cantou a música que você pediu. Aquela menina que não ligou de você ter pisado no pé, pois você não sabe dançar. Ao parceiro que te fortaleceu na compra do ingresso pro show.

Para todos os sambistas. Seja lá o que for sambista. Parabéns.

O que o samba é para você?

dezembro, 2010 at 2:35 pm 6 comentários

Nelson Cavaquinho no Som Brasil

Por Thales Ramos

E o Som Brasil homenageia Nelson Cavaquinho. Justa homenagem. Grande sambista e compositor brasileiro. Luis Melodia, Nina Becker, Mariana Bernardes e Mateus Sartori serão os intérpretes dos sambas de Nelson.

Vejam o making of

Como não custa nada falar mal, vamos lá. O horário do programa é muito ingrato, sexta 1:40. Mas nada que um youtube não resolva. Vamos esperar que aquele amigo nerd-sambista ponha o programa na rede.

E viva o verbo cornetar!

novembro, 2010 at 4:04 am Deixe um comentário

Morre Ovídio Brito, referência da cuíca


Por  Equipe O Samba

Ovídio Brito era aquele cara simpático, que ficava lá atrás tocando cuíca que você se amarrava, nos shows do Arlindo Cruz e do Martinho da Vila. Ontem ele sofreu um acidente de carro, e infelizmente, uma das maiores referências de cuíca do Brasil nos deixou. Logo ontem que ele inaugurou sua roda de samba no Renascença, ao lado do Marcio Vanderlei. Que ele descanse em bom lugar.

Ovídio tocou com os maiores cantores do Brasil, como Marisa Monte, Alcione, Baden Powell, Clara Nunes, Sandra de Sá e Ivan Lins. Ano passado lançou o disco “Viajando com Martinho”, dedicado a obra de Martinho da Vila. Veja abaixo o making of do cd:

Este vídeo requer o Adobe Flash para reprodução.

novembro, 2010 at 4:38 pm Deixe um comentário

Valeu, Zumbi! Dia da Consciência Negra

Por Thales Ramos

Por conta do Dia da Consciência Negra, postarei aqui alguns sambas que considero emblemáticos no que diz respeito a condição do negro no Brasil, assim como alguns artistas sambistas negros mais representativos. Muita coisa mudou?Pouca Coisa? Comentem, cornetem aí.

Leiam também:

O saber e o sublime, sobre o samba-enredo “O negro no Brasil” da Unidos de Lucas.

Do lamento à afirmação, sobre a abordagem do negro em sambas-enredo.

Chico Rei – Salgueiro (1985)

Vilsa Isabel, Kizomba, Festa da Raça (1988)

Mangueira (1988)

Jorge Aragão – Identidade

Clementina de Jesus – Marinheiro Só

Cartola e Elizeth Cardoso

Clara Nunes, Canto das três raças

Jovelina Pérola Negra, Sorriso Aberto

Nei Lopes

novembro, 2010 at 2:53 pm Deixe um comentário

O aprendizado do pagode e do samba


Por Thales Ramos  Fotos Alba Souza

Pagode. No último sábado entendi melhor o significado da palavra. Sem querer entrar na questão da correção do termo que se tornou estilo musical a boca pequena e maior um pouco depois, eu entendi. Como dizia Juca Pirama: “meninos eu vi”. Senti.

Partindo de Copacabana, saindo no meio da aula e rumo a Campo Grande, a estrada era longa. Três conduções sem bilhete único que saíram barato pra chegar à Chopada do Beto, evento familiar que completava sua  4ª edição. Rompendo os portões da casa, o público portava um abadá do bem, com o nome da festa e um chapéu característico como os da Oktober Fest e um caneco de alumínio com a logo do evento. O preço era módico pela quantidade de chopp, comida e a música, por conta do grupo Via Samba. Tocou até “Como Zaqueu..” e música sertaneja.

Vestido pela armadura da festa foi fácil ser tomado pela alegria  dos que estavam lá. Fácil não, um prazer. Nem todo mundo era família, mas todos estavam à vontade. O chopp estava bom. O caldo de abóbora uma delícia e o de mocotó também. Tinha mulher bonita. O poodle tava feliz com a casa cheia. Um menininho cantou o Rap do Silva. De repente eu vi o Zé Kéti andando pela festa ou a alma dele. Mas me enganei. Apenas parecia. O nome do coroa era Aniceto. Um Aniceto em corpo de Zé Kéti, o sambista perfeito.

Sendo o pagode a reunião de pessoas para tocar música, confratenizar ou sei lá o que, senti no coração e no estalo dos canecos o que de melhor uma roda de samba com gente bacana pode fazer pela gente.

novembro, 2010 at 6:04 pm 14 comentários

“Fala Mangueira!” expõe a favela em verde e rosa

Por Thales Ramos

“Fala Mangueira”, de Frederico Confalonieri e argumento de Sérgio Cabral capta com muita sensibilidade características do Morro da Mangueira em 1981. Música, união, violência, religião, relacionamento, carência, ausência do poder público, quase sempre na voz e opinião do morador mangueirense, que tem narração luxuosa de Grande Otelo. O filme foi postado no youtube por calulinho.

O samba serve como trilha sonora para imagens documentadas na favela e algumas poucas de ficção, como a que abre o filme com “Alvorada” (Cartola/Carlos Cachaça/Hermínio Bello de Carvalho) de fundo e um menino pegando uma manga no lixo, seguido da poética dança do mestre-sala descendo a ladeira. O filme alterna cenas poéticas com a situação lamentável de seus moradores.

“É, a manga é boa mas tá nolixo. Só quem provar dessa manga que pode entender uma favela, o samba, alegria do pobre”.

Os depoimentos e imagens de figuras ilustres e moradores são ponto alto do filme. Tem Dona Neuma falando da solidaridade dos vizinhos, na busca do pão de cada dia, literalmente. Martinho da Vila homenageando Padeirinho. Carlos Cachaça falando da parceria com Cartola. Abdias Nascimento voltando a favela após 45 anos, primeiro lugar onde morou no Rio de Janeiro. Dr. Paulo, um médico que assiste a população, fala de problemas de saúde gerados por “problemas existenciais”.

O espírito da comunidade é exaltado na medida que as lentes priorizam o discurso dos moradores. Uma moradora lamenta a situação em se encontra o carnaval, refém das alegorias e desvalorizando o sambista.

“Estão confundindo samba no pé. Alegoria é terceiro dia de carnaval. Tem que acabar com o quesito alegoria”.

O mérito do filme é justamente manter o tom de denúncia, mas sem perder o sorriso do mangueirense. Seja na feijoada, nos ensaios da quadra lotada ou na expectativa do desfile. “Fala Mangueira!” vale cada frame. O Mangueirense  abandonado a própria sorte é apenas um microcosmo do Brasil da época. Da época?

novembro, 2010 at 4:16 am Deixe um comentário

Mais um pouco de Wilson e Nei…

Por Thales Ramos

Bem, já que ninguém aqui do blog prestou o dever de comparecer aos shows do Wilson Moreira e Nei Lopes, indico aos leitores o relato do blog Camarilha dos Quatro, assinado por Bernardo Oliveira. Leiam aqui.

O encontro da dupla -que executou todas as músicas do disco “A arte negra de Wilson Moreira e Nei Lopes”-, foi qualificado pelo blog como “um encontro musical que, sem dúvida, foi o mais importante para a música brasileira neste ano que já chega a seu fim.”

Eu aconselho a leitura constante do Camarilha dos Quatro, o podcast deles é muito bom. Voltando ao assunto inicial, o blog disponibiliza videos do show dos sambistas feitos pela Mariana Mansur e Janaína Oliveira, como este que postei.

novembro, 2010 at 6:30 pm 1 comentário

Palavras sábias do Príncipe Reinaldo


Por Thales Ramos

Foi no programa “Samba na Gamboa”, apresentado por Diogo Nogueira, que Reinaldo, Príncipe do Pagode disse:

“Fui para São Paulo em 1982, fazer um show com Dona Ivone Lara. Saindo na noite de lá e conversando com músicos, eu disse a eles: ‘po, vocês ganham isso aqui? eu não quero mais ir embora’. Eu cantava na noite do Rio, aquela grana pouca”.

Disse isso com toda humildade e me parece, muita sabedoria. Letra certa para os cariocas. Reinaldo tem feito uma carreira de sucesso na terra da garoa. No programa também estava a grande Leci Brandão, eleita deputada estadual pelo PC do B (SP). Ela afirmou que o Príncipe abriu muitas portas para os cariocas em São Paulo, já que cantava o repertório de vários compositores do Rio. Diga-se de passagem, a mangueirense mora lá faz tempo.

O que torna a noite paulistana tão mais rentável que a do Rio de Janeiro? Reinaldo não é o primeiro a observar o fato. Seria a atitude dos músicos? O profissionalismo dos empresários? O comportamento do público?

Fica a reflexão.

novembro, 2010 at 3:23 am 3 comentários

Posts mais Antigos Posts mais Recentes


Categorias

Coloque o seu e-mail e clique no botão abaixo para receber novidades e promoções do blog. Não vendemos cadastro.

Join 55 other followers



Twitter


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 55 other followers