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Daniel Pereira lança seu “Ganha Pão”

Por Thales Ramos

Quem gosta de samba bom e procura sempre ouvir coisa nova, não pode perder o lançamento do cd “Ganha Pão”, de Daniel Pereira, quinta-feira no Asa Branca. Eu já escutei e afirmo: é muito bom.

Conheci Daniel há dois anos atrás numa roda de samba do Feijão de Corda, em Niterói. Fiz um amigo. Sempre enfrentei as rodas de samba em busca de aprendizado e entretenimento. Com o repertório dele conheci muita coisa boa e voltei escutar outras tantas, que não ouvia há muito tempo. Suas canjas e shows sempre foram corajosas nesse quesito, com sambas de breque e muito Bezerra da Silva.

Em janeiro do ano passado o cantor-jornalista (ou seria o contrário) nos concedeu uma entrevista e com um texto matreiro do camarada Emiliano Mello, foi recorde de comentários no blog. Leiam aqui.

É com felicidade e respeito que indico a vocês “Ganha Pão”. Quinta-feira lugar de bamba é no Asa Branca. Sucesso, meu velho!

Serviço: Espaço Cultural Asa Branca
Av. Mem de Sá, 17 – Lapa
Ingressos: R$12 (antecipado)
R$20 (na hora)

*O cd “Ganha Pão”, custa R$7. Para escutar a bolachinha envie email para danielpereira.blog@gmail.com ou compareça nos shows, onde sai por R$5.

Add comment agosto, 2009

Nobre defesa dos ídolos

Divulgação

Por Thiago Dias

Uma olhada nas músicas do novo CD/DVD de Dudu Nobre (“Roda de samba ao vivo”) mostra que ele não é bobo na hora de escolher repertório: há faixas de bambas como Candeia, Martinho da Vila, Geraldo Babão, Almir Guineto, Beto Sem Braço, Casquinha, Noca da Portela, Xangô da Mangueira, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Monsueto. Dudu é craque também na hora de defender seus ídolos.

Zeca, Almir, Martinho e Fundo de Quintal são as suas referências. “Quando comecei nessa parada, o que eu queria era ganhar o respeito deles. Hoje, posso dizer que meus ídolos são meus amigos”, diz, por telefone, ao SAMBA. Por isso, nem tente criticar alguns deles perto de Dudu.

O cantor não gostou de saber, por exemplo, que Cristina Buarque, em entrevista a Daniel Pereira no blog “Samba de Rede”, afirmou que “existe uma leva boa” de compositores, mas “não tem nenhum gênio”. Ela foi mais além: “Há quanto tempo não aparece gente expressiva? Pelo menos, desde a década de 1970, não apareceu ninguém”. Dudu sentiu-se atingido pela declaração da irmã de Chico: “Eu fico chateado… Como que falam que Zeca não é gênio? Já sentou com Almir, Zeca, Arlindo para compor? Eu já. E falo que todos eles são gênios. O que o Almir faz é impressionante”, defende.

A resposta não parou por aí. Com a língua afiada, o marido da Bombom foi mais longe nas críticas. “Vou ser até mais polêmico: ali na Lapa tem algumas pessoas que só sabem ficar olhando para a Lapa. E ficam dizendo: ‘Tem que cantar samba de 1930, 1940, é só isso que presta’. Graças a Deus tem um pessoal de lá com uma visão diferente, que canta 1930, 1940, mas faz o deles. É o pessoal que está crescendo, Casuarina, Teresa Cristina, Roberta Sá… Eles regravam, mas têm o costume de preservação e renovação. Quem tem cabeça minúscula, vai ficar na Lapa cantando para 40 pessoas para sempre”, ataca.

Por falar em regravações, Dudu também tem exagerado na dose nos últimos anos. Compositor de mão cheia e com música gravada por Zeca quando tinha apenas 21 anos (“Vou colocar seu nome na macumba”), como cantor acabou ficando famoso por faixas como “A grande família”, “Goiabada Cascão” e “No tempo de Don-Don”, além de um CD com alguns dos melhores sambas-enredo da história. “’Essas eu gravei a pedido da Globo. O Faustão me ligou cinco vezes, falando do CD dos sambas-enredo. Não posso dispensar”, diz.. Em seguida, faz questão de lembrar seu sucesso como compositor: “Nos últimos 14 anos, só não tive música em um disco do Zeca. Das últimas sete faixas de trabalho dele, três são minhas. Quem não gosta, tem que engolir”, completa.

Dud diz não ter medo de ficar marcado pelas regravações. Em breve, planeja lançar um CD de inéditas. Mas, como completa dez anos de carreira em 2009, sabe que poderá ter que fazer mais um trabalho de faixas já conhecidas. “Me cobram um disco de inéditas. Mas, às vezes, as pessoas não entendem. Se a gravadora me pede para fazer um disco ao vivo porque é mais fácil de vender, não posso virar as costas para ela. É a gravadora quem banca a gravação. Um disco custa R$ 200 mil. Eu não posso negar um pedido da gravadora. Eu faço o que me pedem, mas desde que seja o que eu gosto”, explica.

No “Roda de samba ao vivo”, Dudu traz as inéditas “Seu Gastão vai me bancar” (parceria com Zeca), “Que mundo é esse” e “Tinha cachaça no meio” (parcerias com Almir Guineto e Fred Camacho). “Sou um compositor novo, atuante. Mas, infelizmente, no samba que eu faço há poucos cantores para gravar. Tem o Zeca, o Arlindo, o Fundo de Quintal, a Beth Carvalho… Não é como pagode romântico, que uns 15 grupos gravam”, compara.

40 comments maio, 2008

Monarco comanda festa da 3a edição d’O Samba

Por Equipe O Samba

Com a presença ilustre de Monarco, o jornal O samba é meu dom comemorou em grande estilo a chegada de sua terceira edição às ruas. No último dia 24 de abril, a roda de samba voltou a tomar conta do Bar da Ladeira, na Lapa.

“Foi ótimo, parecia uma família reunida”, disse Monarco, no dia seguinte, com a voz rouca. Pudera: o líder da Velha Guarda da Portela, que havia combinado cantar 12 músicas, ficou cerca de uma hora e meia com o microfone na mão, sem deixar ninguém parado.

A roda de samba, comandada pelo Samba da Amendoeira, contou com canjas ainda da mineira Aline Calixto, convidada especial de Monarco, Daniel Pereira, o blogueiro mais polêmico do Brasil, André Correa, do Batuque na Cozinha, André Jamaica, Feijão de Corda e Pedro Ivo, do Quilombo de Candeia.

Mais uma vez, agradecemos a presença de todos. A família está crescendo.

1 comment maio, 2008

Jornal O SAMBA

Edição de abril a maio de 2008

A terceira edição do jornal O samba é meu dom foi lançada em abril de 2008 trazendo uma entrevista exclusiva com Paulinho da Viola, matéria principal de capa. O mestre fala à equipe do jornal que não saberia como ajudar a Portela a retornar aos tempos de campeã.

Também na edição estão matérias sobre as rodas “0800″ do Rio de Janeiro e Niterói, a luta de Wilson “Alicate” Moreira para voltar a gravar e as algumas das maiores “brigas” do samba, como Chico Buarque contra Ciro Moneiro e Noel Rosa versus Wilson Batista.

Como nas duas edições anteriores, o jornal tem 8 páginas coloridas e tiragem de 5 mil exemplares. Em formato tablóide e circulação bimestral, é distribuído gratuitamente em diversos estados, com destaque para o Rio de Janeiro. Clique aqui para conhecer a relação dos locais que nos apoiam cedendo espaço para a distribuição.

Edição de fevereiro a março de 2008

A segunda edição chegou às ruas no início de fevereiro de 2008. A matéria de capa foi com o partideiro Almir Guineto, fundador do grupo Fundo de Quintal. Outra matéria de destaque foi sobre a atual fase da nova geração de sambistas da Lapa, que assumiu caráter mais autoral. Imperdível também a história sobre o primeiro disco de Gloria Bomfim.

Festa de lançamento

A festa de lançamento da segunda edição do jornal ocorreu em 19 de fevereiro no Bar da Ladeira, no bairro da Lapa, Rio de Janeiro. A casa lotou (mais de 200 pessoas) para celebrar o jornal e cantar junto do nosso convidado especial, Wilson Moreira.

A roda foi comandada pelo Samba da Amendoeira e contou com palhinha de Daniel Pereira, Rodrigo Carvalho (Galocantô), Pedro Ivo (vocalista do Quilombo de Candeia), Wantuir Cardeal, Anderson Baiaco e Gilmar Simpatia.

Primeira edição

Lançada em dezembro de 2007, a primeira edição do jornal (baixe aqui gratuitamente) circulou com entrevistas com Arlindo Cruz e Franco, Walter Alfaiate e Zé Katimba. Também saiu com matéria sobre os 40 anos do primeiro desfile da Águia da Portela no carro abre-alas da escola.

Como tudo começou

Editado por dois jornalistas (Bruno Villas Bôas e Thiago Dias) e por dois publicitários (Emiliano Mello e Thales Ramos), o jornal surgiu como braço deste site, no ar desde fevereiro de 2007. Inicialmente, a idéia era fazer apenas um panfleto de divulgação.

O jornal aborda o samba com uma postura inovadora. A equipe de O Samba já entrevistou Wilson Moreira, Arlindo Cruz, Guinga, Diogo Nogueira, Batuque na Cozinha, Partideiros do Cacique de Ramos, Marcelo D2, Almir Guineto, Walter Alfaiate, Casuarina entre muitos outros.

Add comment março, 2008

Jornal O SAMBA lança 2ª edição com casa cheia

Bruno Villas Bôas/OSAMBA.NET

Por Equipe O Samba
Foto de Bruno Villas Bôas

A segunda edição do jornal O samba é meu dom chegou às ruas bem apadrinhada: em noite de Bar da Ladeira lotado, Wilson Moreira cantou e encantou na festa de lançamento, na última terça-feira (dia 19/2).

O mestre pretendia mostrar apenas oito dos seus sucessos, mas sentiu-se em casa e brindou os mais de 200 presentes com uma hora de apresentação. “Obrigado”, disse o compositor à equipe deste blog ao final do evento. Nós é que agradecemos.

Não só a Wilson, como também aos outros bambas que compareceram à Lapa para prestigiar o jornal. A roda foi comandada pelo Samba da Amendoeira, que fez a poeira subir. Daniel Pereira, Rodrigo Carvalho (Galocantô), Pedro Ivo (Quilombo de Candeia), Wantuir Cardeal, Anderson Baiaco e Gilmar Simpatia quebraram nosso galho e deram aquela canja durante o evento de lançamento.

Rubem Confete, um dos padrinhos do jornal e personagem da contracapa desta edição, marcou presença. Não fez barulho, mas foi notado. Como sempre é.

Às vezes, nos perguntam se O samba é meu dom vai sobreviver. Às vezes, temos dúvida. Falta tempo, dinheiro, apoio. Mas quando vemos um bar lotado, em plena terça-feira, para prestigiar esta iniciativa, voltamos a acreditar que a bola vai seguir para frente.

Por isso, entendemos o obrigado de seu Wilson, mesmo sabendo que quem deve gratidão aos mestres do samba somos nós.

Confira aqui as fotos da festa.

9 comments fevereiro, 2008

Daniel Pereira: de aleluia a saravá

Bruno Villas Bôas/OSAMBA.NET

Por Emiliano Mello
Foto Bruno Villas Bôas

Do alto do trio-elétrico, Daniel Pereira, chapéu panamá tortinho na cabeça, puxava com voz grave o bloco “Imprensa que eu Gamo”. Fosse um jardim, lá embaixo seriam rosas cobertas de orvalho. Eram cabrochas à chuva, no entanto, que enfeitavam as ruas das Laranjeiras, no Rio. Braços lançados ao céu, levavam no gogó: “Minha cidade ainda é maravilhosa / Tá cheia de avião / Relaxa e goza”, refrão de “Na tropa do imprensa, ninguém pede para sair”. Vencedor deste ano, o samba de Daniel Pereira era chiclete na boca dos foliões.

Três dias antes, no café do Cinema Odeon, Daniel confidenciou ao blog O Samba que a disputa não havia sido fácil. Segundo ele, algumas pessoas ligadas ao bloco foram contra a composição. Sob a alegação de que seu samba incitava a violência, houve quem sugerisse mudanças na letra. Daniel negou-se: “Renan Calheiros encheu o nosso saco um tempão. Por que a gente não pode agora implicar com ele? A gente queria mesmo bater, pôr o dedo no olho”, esclarece. Acabou levando o bicampeonato para casa.

Preocupado com a falta de profissionalismo no samba (“Tudo é muito amador ainda”, lamenta), Daniel Pereira é apontado por alguns como figura polêmica. Suas opiniões nem sempre são bem recebidas. Jornalista como em “Malandro JB” (Renato Barbosa – Nei Lopes), quando não está cantando, é no blog Samba de Rede, do jornal O Dia, que dá expediente. “Minha coluna é a única que compra briga com sambistas. Tem que mudar essa mentalidade de rivalidade no samba. Eu brigo para mudar”.

A luta é para que eles sejam mais valorizados como artistas, despidos de estereótipos. “Existem sambistas que têm uma obra maravilhosa e não podem ser considerados artistas. Parece que fica feio para eles. A impressão é que, para ser bamba, deve-se viver à margem, na pobreza, ferrado na vida”. Chama o garçom e o pergunta se este ouviu falar de Luiz Carlos da Vila. O rapaz franze os olhos e sacode a cabeça numa negativa. Daniel então conclui: “Veja, o Luiz é um cara genial, um talento gigantesco, mas infelizmente não é popular; as pessoas não o conhecem. Isso tem que mudar”.

Para ilustrar o seu raciocínio, lança mão de uma provocação: “Popular é Claudia Leite, Ivete Sangalo… Por que elas não cantam samba? Eu queria ver a Claudinha Leite, uma gata daquelas, cantando samba. Imagina como seria do cacete! Mas não há essa abertura. Por que será?”, indaga.

Sua formação musical é curiosa. Cresceu dentro da igreja Pentecostal, lia a bíblia diariamente. Foi durante os cultos que descobriu-se músico. Aos 17 anos gravou o disco evangélico “Mais que vencedor”, independente, pôs a viola nas costas e rodou o Brasil fazendo shows em igrejas. Assinava Daniel Levi, em referência à tribo sagrada dos Levitas, famosa por seus cantores. Vendia discos de mão em mão. Bateu 10 mil cópias.

Aos 18 resolveu conhecer a vida fora da igreja. E foi a partir de um show da Teresa Cristina, na Lapa, que resolveu mergulhar de cabeça no samba. Passou a freqüentar rodas com a mesma paixão com que lia salmos, ainda que no princípio fosse sozinho: “Meus amigos eram todos protestantes”. O dinheiro, antes reservado ao dízimo, agora era gasto com a boemia. Não demorou para comprar o primeiro disco de samba, “uma coletânea qualquer do Paulinho da Viola, um gênio”. Daí para frente, em regime intensivo, dedicou-se a estudar o gênero. Após a clausura, começou a fazer seu barulhinho nas rodas cariocas, timidamente.

Daniel costuma dizer que fez o caminho inverso dos crentes tradicionais, trocando o templo pela vida boêmia: “No meu caso, fiz uma ‘sujagem’ cerebral”, brinca. Quem primeiro o apresentou à malandragem da Lapa foi o jornalista Eduardo Aveiro. Em pouco tempo já estava atrás dos blocos carnavalescos, sobre os quais escrevia no “Blogdebloco”, do Globo Online. Hoje, apesar de afastado dos cultos, Daniel enxerga semelhanças entre o samba e a igreja como na reverência aos mais velhos, nas pessoas alegres cantando, na cumplicidade: “Os códigos são os mesmos”, conclui. Entretanto, no que diz respeito ao mercado, faz a ressalva carregada de crítica: “O evangélico é mais aberto. Em qualquer lugar que você chega consegue cantar. Cansei de ver gente na Lapa dizendo que não sabe cantar Candeia, sabendo.”

Como compositor, tem se tornado especialista em concursos de marchinhas. Além do bicampeonato no “Imprensa que eu Gamo”, venceu a disputa do “Barbas” e até o fechamento desta matéria brigava pela vitória no “Voltar para quê?”. Fora dos blocos, Daniel circula ainda com desenvoltura pelas rodas de samba do Rio e prepara o seu disco de estréia “só com samba de vagabundo, de malandragem”. Sobre o CD adianta que, apesar de não descartar refrões chicletes, será diferente dos que tem sido feitos por aí: “Quero mandar recado para a sociedade. Sou um cara polêmico, mas sou muito bem humorado. Eu tomo floral”. Dá um sorriso largo, um último gole no chope e ruma para a Lapa.

55 comments janeiro, 2008

Jornal: lançamento e promoção!

Por Equipe O Samba

O blog “O Samba é meu dom” rompeu a barreira da grande rede e ganhou uma versão impressa. Cinco mil exemplares com oito páginas coloridas circularão pelo Rio de Janeiro a partir de hoje. Na Lapa, Centro, subúrbio, Zona Sul e Niterói você poderá pegar o seu exemplar e desfrutar, no papel, o que até então só havia na net. Tudo isso a um preço módico de 100 mil réis. Isto é: GRÁTIS

E para comemorar o nascimento do novo jornal carioca, dedicado a tratar exclusivamente da cultura do samba, convidamos você para o lançamento desta edição de número zero. A festa ocorrerá no próximo dia 18, terça-feira, no Bar da Ladeira, na Lapa, a partir das 20h. No palco, o grupo Canja Carioca fará o show, que contará com diversas “canjas” de outros músicos consagrados, como os grandes Walter Alfaiate, Zé Katimba e Zorba Devagar.

Será uma festa do samba, sem frescuras, regada à cerveja de garrafa e boa música. No final do show, será servida uma canja de galinha no capricho para o público – cortesia do grupo Canja Carioca.

Na nossa festa, além de Walter Alfaiate, Zé Katimba e Zorba, teremos ainda as presenças Chico Alves (Unha de Gato), Daniel Pereira (atual campeão do samba do bloco “Imprensa que eu gamo”) Fidélis Marques (autor de “Sorriso de um Banjo”), Tiago Mocotó e Ricardo Mansur, além de outras surpresas. Será uma verdadeira reunião de bambas comandada pelo Canja Carioca, que festeja meio século de Marcos Jabú, cantor e compositor das noites cariocas.

O Bar da Ladeira fica na Rua Evaristo da Veiga, 149, Lapa (em frente aos Arcos da Lapa). Tel.: 2224-9828
Couvert: R$10

* * * * * *

PROMOÇÃO:

Nossa primeira capa traz Franco e Arlindo Cruz, parceiros em inúmeras composições, inclusive do disco novo da Maria Rita. Os dois primeiros leitores que escreverem para o blogsamba@gmail.com dizendo o número exato de parcerias que essa dupla possui ganha um par de ingressos.

Dica: Arlindo acaba de alcançar a marca de 500 composições. Para se chegar ao número correto de parcerias que ele tem com o Franco, basta você dividir 500 por um número ímpar de 1 a 10 que você chegará ao resultado. Sabe matemática? Então mete bronca aí. Dica final: é um número exato, lógico!

Esperamos vocês lá.

6 comments dezembro, 2007

Marrento ou gênio?

Por Thiago Dias

É difícil achar alguém como Leandro Sapucahy por aí. Produtor do novo disco de Maria Rita, amigo de Marcelo D2, ex-músico do Bokaloka, funkeiro e sambista. Tem um monte de tatuagem, mas não fala palavrão. Compara o pagode dos anos 90 ao fenômeno dos Beatles. E faz um som de primeira, como mostrou em seu CD de estréia “Cotidiano”, lançado em 2006.

Em entrevista ao amigo Daniel Pereira, do blog “Samba de Rede” (http://odia.terra.com.br/blog/sambaderede/), Leandro falou de tudo. Há quem o ame, há quem o odeie. Leia as seguintes declarações e faça a sua escolha:

“Posso dizer que nunca mais, na história da música, vai acontecer um fenômeno como o pagode. Foi maior que os Beatles. Nunca ninguém conseguiu explicar como pôde se vender tanto disco em tão pouco espaço de tempo.”

“Depois de São Paulo, o Sul é a melhor praça para shows. Aqui no Rio o povo quer curtir e tomar uma cerveja, quer cantar junto … não está tão preocupado em quem está cantando. O paulistano está disposto a pagar R$ 30, mas o carioca reclama de qualquer couvert e tem uma cultura de que mulher tem que pagar menos.”

“O Arlindo é o grande poeta vivo da música brasileira … ele está no nível de Cartola, de Nelson Cavaquinho e de tantos outros que fizeram um trabalho genial. Acontece que gostam muito de exaltar quem já morreu, mas eu reconheço o talento das pessoas em vida.”

“O funk é a coisa mais contagiante que eu vi nos meus últimos dez anos de vida. Eu faço música para o favelado. Tenho ligação com o funk sim, e daí!? O grande lance é juntar a inteligência do funkeiro com a do sambista e colocar num só evento, por que não? É uma arrogância achar que só o samba é bom.”

“Parei de produzir o gênero romântico porque a gravadora queria impor tudo… e ainda me chamam de marrento.”

E aí, o cara é marrento?

13 comments outubro, 2007