Um João Nogueira cinematográfico
agosto, 2010 at 6:47 pm 1 comentário
Que beleza foi matar saudades de João Nogueira no curta-metragem “Carioca, Suburbano, Mulato, Malandro”, de Jom Tob Azulay (“Doces Bárbaros”). Desde que descobri (ou descobriram pra mim) o filme, já vi umas cinco vezes. Eu poucos mais de 13 minutos de fita temos contato com um cara pândego, malandro, querido e genial. Azulay foi feliz em cada momento que captou do sambista. Sérgio Cabral (pai) também tem participação importante na película. Todos muito pertinentes. No youtube o filme está dividido em duas partes.
Nos tempos que Cabral era só um…
Logo no começo, o pai do governador “pacífico” vestido com a camisa cruzmaltina trava um diálogo hilário com o sambista flamenguista, as vésperas de um Flamengo e Vasco. Com muito bom humor os dois rivalizam, falam sobre o placar do jogo e duelam com Zico e Roberto Dinamite. O jornalista tece vários comentários sobre a música de João Nogueira ao longo do filme.
Portela
Ainda nesse início, João é identificado como portelense. Numa conversa na mesa de bar com Nozinho da Portela e outros, o futuro da escola é discutido e os tempos do folclórico Natal da Portela é invocado. Todos buscando uma fórmula para recuperar os tempos de glória da escola. Glórias que até hoje não chegaram, diga-se de passagem. Faz tempo que a Portela não belisca um carnaval e os tempos de gigante ficam por conta do passado.
Saindo do boteco João parte para o encontro com Vicentina, imortalizada no “Pagode do Vavá” (Paulinho da Viola). Quem não se lembra de: “Provei do famoso feijão da Vicentina/Só quem é da Portela/É que sabe que a coisa é divina”. É claro, o assunto é feijoada. A cozinheira membro da Velha Guarda reclama do sumiço de João Nogueira, Clara Nunes e Paulinho da Viola. “Vocês sumiram, tem alguma coisa que vocês não querem me contar”. Logo depois João migrou para a Tradição.
Roda de Samba
O pagode começa no quintal. Entre os presentes estão Paulo Cesar Pinheiro, Nei Lopes, Dino 7 cordas e um barbudinho que eu acho que é o Maurício Tapajós. Dentro de um panelão ferve um mocotó de dar água na boca. Angela, esposa de João, tem a beleza destacada dentro de um belo vestido branco. Sérgio Cabral faz várias viagens no mocotó. É arrepiante pensar o que seria o clima daquela roda. O filme termina ressaltando o que para mim é o traço mais marcante de João Nogueira, sua voz. Dentro de um estúdio de gravação ele canta “Súplica” e por aí vai até o término dos créditos finais.
Em tempo. A dica do filme saiu da tuitada da leitora Thatiana Diniz (@tdiniz), também conhecida como Musa de caminhoneiro, sexy simbol dos condutores de veículos de carga pesada. Leiam o blog dela, não paga pedágio.
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1.
Thatiana | agosto, 2010 às 12:52 am
Esse filme foi a melhor coisa que descobri no youtube, e foi por acaso, ninguém me indicou. Também vi várias vezes e em todas, pensei: eu tinha que estar nessa roda comendo esse mocotó! Uma pena que o filho de João e Ângela seja um semi-pagodeiro…