Fonte de inspiração



Por Thiago Dias
Foto de Bruno Villas Bôas

Autor do samba-enredo campeão com a Portela em 1966, “Memórias de um sargento de milícias”, Paulinho da Viola passa longe das atuais disputas nas escolas. “Acho que eu não conseguiria fazer um samba para um andamento tão rápido. Nunca nem tentei. Nunca me imaginei fazendo um samba acelerado assim”, disse o mestre à edição de abril do jornal O SAMBA, que agora pode ser baixado aqui no blog pelos amantes da música.

Porém, será difícil os versos de Paulinho ficarem de fora da Marquês de Sapucaí em 2009. Em rápida pesquisa pelas parcerias concorrentes para o próximo carnaval, achamos três letras que usam trechos de músicas do craque. Duas delas na Portela. Uma de sua filha, Eliane Faria, que concorre pela primeira vez na Águia e que teve seu samba classificado para a semifinal do concurso da escola de Oswaldo Cruz. Isso sem contar a disputa na União de Jacarepaguá, que desfilará no Grupo B com o enredo “A toda hora rola uma história, com samba e chorinho de Paulinho da Viola”.

Eliane e os parceiros Alexandre Baia e Jair PQD homenageiam Paulinho no enredo “E por falar em amor! Onde anda você?”, com um verso de “Foi um rio que passou em minha vida”, a maior declaração de amor já feita à azul-e-branco:

    “Meu coração tem mania de amor
    Sem a Portela não sei o que sou
    Vinte uma vezes me fez delirar
    És o meu rio, meu céu e o mar.”

Paulinho gostou. “Eu ouvi o samba e gostei. Dou a maior força e estou na torcida. É um desejo de pai, né? Mas eu prefiro não ir à disputa, porque não costumo mesmo acompanhar a escolha por conta das minhas atividades. Vou continuar acompanhando de longe”, afirmou o mestre ao companheiro Thales Ramos, que agora ajuda também no conteúdo do site amigo “Tudo de Samba”.

Ainda na Portela, Serginho Procópio, Bandeira Brasil, Celso Lopes, Alexandre Fernandes e Charles André buscaram inspiração no mesmo clássico do mestre para falar de amor:

    “Sou portelense, eu sou
    Com muito amor
    Um laço forte que não dá pra desatar
    Na minha vida foi um rio que passou
    E o meu coração se deixou levar.”

Até os mangueirenses se renderam ao filho de César Faria. Os favoritos Lequinho, Gilson Bernini, Clarão e Jr. Fionda beberam de “Sei lá, Mangueira”, a declaração de amor do portelense Paulinho e de Hermínio Bello de Carvalho à verde-e-rosa:

    “Sou a cara do povo, Mangueira
    Eterna paixão
    A voz do samba é Verde-e-Rosa
    E nem cabe explicação.”

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