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	<title>Comentários sobre: Chi-cle-te oba, oba!</title>
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		<title>Por: Luís Fidelis</title>
		<link>http://osamba.net/2008/08/18/514/#comment-1614</link>
		<dc:creator>Luís Fidelis</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 20:01:23 +0000</pubDate>
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		<description>Jackson do Pandeiro e Gordurinha foram dois grandes artistas brasileiros e sempre amigos. O primeiro, morreu em 1982 e o segundo em 1969. Deveriam descansar em paz, mas a parcialidade de um “pesquisador”, “escritor” e “historiador” não deixa que isso aconteça. Vamos ao que interessa.

Os fãs de Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho) desde 2001 que podem contar com o excelente livro de Fernando Moura e Antonio Vicente que tem por título – Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo – publicado pela editora 34.

Já os fãs de Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) tiveram que esperar até 2008 quando a Assembléia Legislativa da Bahia patrocinando a “Coleção Gente da Bahia” fez publicar o livro de Roberto Torres – Gordurinha, Baiano Burro Nasce Morto – do qual obtive um exemplar da segunda edição, publicada em 2009, através do cerimonial daquela distinta casa que me remeteu gentilmente. 

Faço questão de dizer que sou fã dos dois: Jackson, pelo grande cantor e também compositor que foi, e Gordurinha pelo seu potencial de criação em várias áreas artísticas.

Mas reconheçamos que um artista como Gordurinha que foi ator de cinema, ator de rádio, de TV, comediante, artista de circo, radialista, cantor e compositor merecia uma obra bem mais extensa (fruto de aprofundadas pesquisas) e qualificada do que este livreto de Roberto Torres, considerando-se que o ilustre baiano biografado teve riquíssimas passagens por Pernambuco (três), Alagoas, Sergipe, São Paulo e Rio de Janeiro, sem contar o seu início de carreira em Salvador e depois em Delmiro Gouveia onde trabalhou e se casou.

A rigor, o livro de Roberto Torres só tem 90 páginas (que se inicia na página 17 até a 107) porque o restante do livro é pura lingüiça para suprir a falta de assunto que a ausência de pesquisas ocasionou.

O que não se sabe é o porquê da obsessão de Roberto Torres em desancar o artista Jackson do Pandeiro. No seu livro, à página 20, já começa a dizer que Chiclete com Banana era uma composição somente de Gordurinha. Desconfiei dele a partir daí. Um despeitado com Jackson do Pandeiro não deveria escrever um livro que abordasse de forma duvidosa, o caráter do casal Jackson/Almira porque Jackson na Bahia tinha fãs desde Gilberto Gil até Moraes Moreira, passando por Tom Zé, João Gilberto, Gal Costa e Caetano Veloso.

Um amigo meu, de Brasília, respeitado pesquisador e colunista musical, que não deseja ter seu nome aqui publicado, escreveu em 01/06/09, um artigo pro Jornal da Besta Fubana, onde é destacado colunista, homenageando Gordurinha. Infelizmente a bela postagem teve que ser tirada do ar pelo editor Luiz Berto, consagrado escritor, dada a virulência de Roberto Torres e da família do artista nos comentários, mas foi salva antes por ele e por mim. Vejam bem o que afirmou Roberto Torres: Jackson do Pandeiro exigiu que Gordurinha colocasse o nome de Almira Castilho como parceira para que ele gravasse a música Chiclete com Banana. E aí o autor já comete um deslize: na gravação de Jackson de Chiclete com Banana realizada em 11/59 quem aparece junto com Gordurinha como autor da música é José Gomes que era o próprio Jackson.

E de onde o Roberto Torres extraiu tamanha certeza? Do seu pobre livro, página 69, conforme copiei: “Certo dia, indo com Eloide (mulher com quem viveu por seis anos) em direção à praia da Urca, Gordurinha começou a compor um baião (sic) que ele próprio achou diferente… Quando terminou, não percebeu, mas tinha composto um dos maiores clássicos da história da música popular brasileira…”

Há um visível exagero na afirmativa. Quando a música ficou pronta nem Gordurinha e nem Jackson acreditavam nela, tanto que foi dada para Odete Amaral gravar, mas que não fez o mínimo sucesso. Sucesso mesmo, só na voz de Jackson, daí a inveja do autor do livro porque de Gordurinha não se pode dizer o mesmo já que morreu sendo amigo de Jackson.

Muita gente já fez música assim: na hora em que a inspiração aparece. Mas não a música completa. Geralmente é aquilo que os compositores chamam de “monstro” ou “esqueleto”. Depois é que fazem os devidos e finais acertos e aí é quando a música ganha forma definitiva. No caso de Chiclete com Banana, Roberto Torres dá a entender que ela foi feita após a conquista da Copa do Mundo de 1958 na Suécia para depois afirmar que Odete Amaral gravou a referida música ainda no primeiro semestre daquele ano. Foi sua primeira contradição. No livro, ele não fala que Eloide Wharton lhe disse que a música era só de Gordurinha. Se ela lhe falou isso ele não contou.

Pra essa finalidade difamante, ele usou uma antiga reportagem de Jairo Costa Júnior publicada no jornal Correio da Bahia em 15/02/04. Lá é dito que Diógenes Grumberg, um radialista que se tornou empresário de Gordurinha por volta de 1963, teria afirmado que Gordurinha ficara muito aborrecido com Jackson porque este lhe exigira colocar o nome de Almira como parceira, como condição para que Jackson a gravasse, magoando Gordurinha e abalando a conhecida amizade que existia entre eles desde o tempo em que ambos trabalharam nas emissoras de rádio de Pernambuco ainda na década de cinqüenta.

Para atingir seu objetivo de difamar Jackson, Roberto Torres ignorou completamente a grande obra de Fernando Moura e Antonio Vicente – Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo – o que, no mínimo, proporcionaria ao seu leitor o contraditório sobre a história de tal composição. No citado livro, Almira Castilho, ex-esposa de Jackson, conta em detalhes como Gordurinha apresentou a música a Jackson e como trabalharam os três na sua forma final. O livro deles é de 2001 e o de Roberto é de 2008 e por incrível que possa parecer, não consta sequer das suas “referências bibliográficas”. Quem assim procede é, no mínimo, um mal intencionado. Cutucado por mim para explicar a razão de tal omissão, apenas disse que os citados autores foram antiéticos porque quiseram atribuir a todo custo a co-parceria da aludida música para Almira Castilho.

 


Só que Roberto Torres também esqueceu completamente dos arquivos de Miguel Ângelo de Azevedo, o pesquisador Nirez, que colocou na internet os extratos dos rótulos dos discos de 78 rotações gravados no Brasil e lá aparecem nitidamente os nomes de Gordurinha e José Gomes como autores da música Chiclete com Banana. É só consultar na internet o Projeto Disco de Cera, na letra C, que o leitor encontrará a informação com um erro: ao invés de José Gomes aparece o nome de Jackson do Pandeiro. A informação é de 20/10/06. O citado projeto é financiado pela Petrobras.

A cronologia das gravações em 78 rotações de Chiclete com Banana aparece assim no Projeto Disco de Cera de Nirez:

CHICLETE COM BANANA/GORDURINHA - JACKSON DO PANDEIRO/ODETE AMARAL/POLYDOR/258-b/1958

CHICLETE COM BANANA/GORDURINHA - JOSÉ GOMES/JACKSON DO PANDEIRO/COLUMBIA/3.097-a/1959-11

CHICLETE COM BANANA/GORDURINHA – ALMIRA CASTILHO/GORDURINHA/CONTINENTAL/17.756-a/1959-12

CHICLETE COM BANANA/ALMIRA CASTILHO - GORDURINHA/CARMÉLIA ALVES/MOCAMBO/15.376-b/1961-09

O que Roberto Torres não contava é que Odete Amaral gravou Chiclete com Banana no início de 1958 e que no rótulo do tal disco de 78 rotações consta como autores da música, conforme se pode ver acima, Gordurinha e José Gomes (Jackson). A farsa dele começou a cair a partir daí.

Quem pesquisa música com um pouco mais de profundidade do que Roberto Torres sabe que Jackson costumava colocar as músicas que fazia (sozinho ou em parceria) em nome de José Gomes (ele mesmo), José Gomes Filho (nome próprio completo de Jackson), no seu nome artístico (Jackson do Pandeiro), ou ainda em nome de suas duas mulheres, Almira Castilho e posteriormente após a separação desta, Neuza Flores, esta última sob o pseudônimo de Mascote. Isso acontecia por dois motivos: 1) Para beneficiar suas mulheres; 2) Por desconfiar das sociedades arrecadadoras de direitos autorais. 

Se Gordurinha ficou magoado com Jackson porque este ao gravar a música Chiclete com Banana em 11/59, quase dois anos após a gravação de Odete Amaral, ao exigir-lhe colocar o nome de Almira como co-autora, como insiste Roberto Torres, como é que ele explica o fato de que na gravação original de Odete Amaral consta o nome de Jackson do Pandeiro sob a forma de José Gomes sem nenhuma contestação por parte de Gordurinha?

Não adianta perguntar porque ele não irá responder nunca. Ou responderá com grosseria como fez comigo me chamando de pobre coitado que quer aparecer, de burro, baixo caráter e mal intencionado. A confusão que quer causar o Roberto Torres aproveitando-se da gravação de Chiclete com Banana pelo cantor Gordurinha em 12/59, tem uma explicação lógica: Jackson queria beneficiar Almira, sua então mulher. Daí pode ter pedido naturalmente a Gordurinha que colocasse o nome de Almira no disco do baiano já que assim ficava tudo em casa. Quem raciocina cartesianamente percebe isso, o que não é o caso de Roberto Torres que acha que isso é uma revelação de que a música é só de Gordurinha e de que Jackson se aproveitou do amigo. Ele não leva em consideração quem são os compositores na primeira gravação de Chiclete com Banana feita por Odete Amaral no começo de 1958. Malandramente, fornece uma informação incompleta no seu livrinho apenas para atingir seu insidioso fim. Ele não se conforma com o fato de que quem escreve está tão exposto à crítica assim como estamos todos vulneráveis ao vírus da gripe. Criticado por sua falta de método como pesquisador, devolveu a crítica sob a condenável forma de ataques pessoais.

Chiclete com Banana sempre intrigou os leigos principalmente por isso: ora aparece como de autoria de Gordurinha e José Gomes, ora de Gordurinha e Almira Castilho. Afinal a música era de quem?

Almira respondeu (pág. 268 da primeira reimpressão do livro Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo, 2007): “Eu não podia assinar composição com Jackson. Ele era da UBC e eu da SBACEM. Como tudo que fazíamos era em conjunto, quando aparecia algum parceiro, ora registrava ele, ora eu, dependendo da sociedade do camarada. Ficava tudo em casa, né? Quando a música chegava arrumada como no caso de Rosil (Rosil Cavalcanti), a parceria só se configurava quando a intervenção fosse grande, cortando ou acrescentando versos e frases ou com a mudança da melodia. Uns ajustes na ortografia e uns corsertozinhos na música não eram suficientes para que a gente reivindicasse a divisão autoral. Pra que avançar no que não era nosso e mexer no que já estava pronto? No caso de Chiclete com Banana, a criação foi coletiva. Os três participaram diretamente, mas só dois podiam asssinar. Gordurinha chegou com a idéia, alguns versos prontos e um esboço melódico. A gente já tinha conversado antes sobre a invasão americana na música brasileira… Jackson reclamava muito disso. Aí ficamos alguns dias ajeitando a danada, Jackson burilando no violão, e quando o Gordurinha voltou, fechamos. E, se me lembro bem, não chegamos nem a conversar sobre essa história de registro, porque a coisa já era automática e os três sabiam disso. Por exemplo, aquele negócio que Jackson faz com a boca – ‘Burururu, bebop, bepop, bebop…’ -, aquilo é a cara dele. Agora, aquele trecho que diz ‘… quando ele souber que o samba não é rumba’, isso é meu. E por aí vai. Gordurinha entrou com o ‘… chiclete eu misturo com banana’ e outras partes. E a música foi feita assim, cada um construindo um pouquinho, porque a gente sabia qual era o recado que queria passar. E deu certo, não foi?”

Jackson do Pandeiro, por sua vez, no início da década de setenta foi quem falou inicialmente sobre a composição Chiclete com Banana numa entrevista ao jornal Musicalíssimo: - “Chiclete com Banana é uma sátira de quando começou a invasão do iê-iê-iê. O Gordurinha fez o Chiclete e eu peguei a música e introduzi profundos arranjos”.

Já em 1972, o repórter Roberto Moura, de “O Jornal”, conseguiu outra declaração de Jackson do Pandeiro sobre o mesmo assunto: - “Eu tinha consciência da sátira que Chiclete com Banana representava. Muita gente pensou que fosse uma loucura qualquer. Não era. A gente sabia o que estava fazendo”.

Fernando Moura e Antonio Vicente, grandes pesquisadores, afirmaram que ao pé da letra, Jackson poderia ter assinado a maior parte das músicas que gravou. Que ele sempre interferia com um cuidado de autor. O problema é que não fazia muita questão disso conforme falou numa entrevista dada a Grande Otelo: “O meu negócio era gostar de ritmo. Eu queria fazer ritmo, não tinha conversa”.

Cícero, irmão de Jackson e ritmista do conjunto musical que o acompanhava desde 1958, declarou: “Os compositores que entregavam as músicas prontas, com melodia, letra e tudo, pra Jackson, chamavam-se Nivaldo Lima, Severino Ramos, João Silva, Rosil Cavalcanti e Antonio Barros” (Pág. 270 da obra citada).

Se no seu livro Roberto Torres não demonstra a sua ira contra Jackson do Pandeiro, só o fazendo nos comentários desequilibrados que citarei, o mesmo não se pode dizer em relação a Shirley Torres, a última mulher de Gordurinha e com quem viveu seis anos. Com base em depoimento de uma enteada de Gordurinha, filha de Eloide, e novamente com apoio nas palavras de Diógenes Grumberg, Shirley é apontada como viciada em drogas e com várias passagens pela polícia, ao mesmo tempo em que se disse que Gordurinha a tinha tirado “daquela vida” que só poderia ser da prostituição pela interpretação que se dá a essa expressão.

Shirley Torres era dançarina, cantora, compositora e ex-mulher de um comediante, depois viveu com Gordurinha. Tanto é assim que em 1971, gravou com Noca do Acordeon um belíssimo samba-choro, de Gordurinha e dela, chamado Camadinha, música que passou ao largo do livro de Roberto Torres, por despeito ou precariedade das suas pesquisas.

Tão fraco pesquisador é Roberto Torres que nem sequer aproveitou no seu livro um monumental erro da Enciclopédia da Música Brasileira - Erudita, Folclórica e Popular, lançada em 1977 pela Art Editora de São Paulo, que apontou a música Chiclete com Banana somente como se fosse de autoria de Gordurinha, em total desprezo aos rótulos dos discos que são a base para os dicionários e as enciclopédias. Mas as enciclopédias erram muito, pois aí está a “Novo Século” que não me deixa mentir, conforme artigo de Nei Lopes. E os dicionários musicais erram muito também. Já encontrei erros monumentais no dicionário de Ricardo Cravo Albin.

Agora, faço questão de transcrever os comentários de Roberto Torres os quais difamam Jackson do Pandeiro e Almira Castilho:

Roberto Torres diz: “O nome correto da música é Chicletes com Banana e não Chiclete com Banana. E é uma composição somente de Gordurinha, que Jackson do Pandeiro exigiu parceria para gravá-la”. Em 10/07/09 às 10.29

Roberto Torres diz: “…Gordurinha realmente não precisava desse expediente. Já Jackson, que não era compositor e sim intérprete, utilizou sim desse expediente e quase perde o amigo, que ficou com mágoas dele por tal exigência…” Em 10/07/09 às 18.56

Roberto Torres diz: “…Assim sendo, meu prezado, fica claro, então que Jackson e Almira tinham o hábito de reivindicar parcerias…” Em 23/04/10 na postagem www.luizberto.com/?p=49117

Como os arrogantes deixam sempre suas impressões digitais no que dizem, eis o show final de Roberto Torres, escritor e pesquisador pernambucano: “…sou um pesquisador e não tenho compromisso com defunto nenhum, seja ele famoso e cheio de glórias ou obscuro. O meu compromisso é com a verdade dos fatos. Sou um historiador e este é o meu trabalho, o meu dever. Doa em quem doer. Esse negócio de não ofender defunto é pra fã, admirador, etc. Eu sou um estudioso. Minha função, nesse processo é outra. Consegue entender?…” (trecho de comentário na postagem acima em 01/05/10)

Consegui entender, sim, Roberto Torres porque no seu livro você não prova o que afirmou grosseiramente nos comentários acima transcritos. Em resumo, o pobre coitado é você, que se revelou um escritor leviano e despeitado em relação a Jackson do Pandeiro!

Para finalizar, é uma vergonha que recursos públicos tenham financiado uma obra que, enquanto promove a glorificação de um consagrado artista também serve para difamação de outro. Gordurinha não merecia um biógrafo despeitado com o sucesso de Jackson como é o Roberto Torres e que ainda tem a petulância de se autodenominar historiador.

Se a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia continuar com a reedição dessa obra sem que se lhe procedam as correções necessárias pelo autor, pelo menos para que o contraditório nela fique registrado, ficará comprovado que também não tem nenhum compromisso com a verdade e que apenas patrocinou um livro destinado ao oba-oba dos baianos!
 
Abílio Neto - pesquisador musical</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jackson do Pandeiro e Gordurinha foram dois grandes artistas brasileiros e sempre amigos. O primeiro, morreu em 1982 e o segundo em 1969. Deveriam descansar em paz, mas a parcialidade de um “pesquisador”, “escritor” e “historiador” não deixa que isso aconteça. Vamos ao que interessa.</p>
<p>Os fãs de Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho) desde 2001 que podem contar com o excelente livro de Fernando Moura e Antonio Vicente que tem por título – Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo – publicado pela editora 34.</p>
<p>Já os fãs de Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) tiveram que esperar até 2008 quando a Assembléia Legislativa da Bahia patrocinando a “Coleção Gente da Bahia” fez publicar o livro de Roberto Torres – Gordurinha, Baiano Burro Nasce Morto – do qual obtive um exemplar da segunda edição, publicada em 2009, através do cerimonial daquela distinta casa que me remeteu gentilmente. </p>
<p>Faço questão de dizer que sou fã dos dois: Jackson, pelo grande cantor e também compositor que foi, e Gordurinha pelo seu potencial de criação em várias áreas artísticas.</p>
<p>Mas reconheçamos que um artista como Gordurinha que foi ator de cinema, ator de rádio, de TV, comediante, artista de circo, radialista, cantor e compositor merecia uma obra bem mais extensa (fruto de aprofundadas pesquisas) e qualificada do que este livreto de Roberto Torres, considerando-se que o ilustre baiano biografado teve riquíssimas passagens por Pernambuco (três), Alagoas, Sergipe, São Paulo e Rio de Janeiro, sem contar o seu início de carreira em Salvador e depois em Delmiro Gouveia onde trabalhou e se casou.</p>
<p>A rigor, o livro de Roberto Torres só tem 90 páginas (que se inicia na página 17 até a 107) porque o restante do livro é pura lingüiça para suprir a falta de assunto que a ausência de pesquisas ocasionou.</p>
<p>O que não se sabe é o porquê da obsessão de Roberto Torres em desancar o artista Jackson do Pandeiro. No seu livro, à página 20, já começa a dizer que Chiclete com Banana era uma composição somente de Gordurinha. Desconfiei dele a partir daí. Um despeitado com Jackson do Pandeiro não deveria escrever um livro que abordasse de forma duvidosa, o caráter do casal Jackson/Almira porque Jackson na Bahia tinha fãs desde Gilberto Gil até Moraes Moreira, passando por Tom Zé, João Gilberto, Gal Costa e Caetano Veloso.</p>
<p>Um amigo meu, de Brasília, respeitado pesquisador e colunista musical, que não deseja ter seu nome aqui publicado, escreveu em 01/06/09, um artigo pro Jornal da Besta Fubana, onde é destacado colunista, homenageando Gordurinha. Infelizmente a bela postagem teve que ser tirada do ar pelo editor Luiz Berto, consagrado escritor, dada a virulência de Roberto Torres e da família do artista nos comentários, mas foi salva antes por ele e por mim. Vejam bem o que afirmou Roberto Torres: Jackson do Pandeiro exigiu que Gordurinha colocasse o nome de Almira Castilho como parceira para que ele gravasse a música Chiclete com Banana. E aí o autor já comete um deslize: na gravação de Jackson de Chiclete com Banana realizada em 11/59 quem aparece junto com Gordurinha como autor da música é José Gomes que era o próprio Jackson.</p>
<p>E de onde o Roberto Torres extraiu tamanha certeza? Do seu pobre livro, página 69, conforme copiei: “Certo dia, indo com Eloide (mulher com quem viveu por seis anos) em direção à praia da Urca, Gordurinha começou a compor um baião (sic) que ele próprio achou diferente… Quando terminou, não percebeu, mas tinha composto um dos maiores clássicos da história da música popular brasileira…”</p>
<p>Há um visível exagero na afirmativa. Quando a música ficou pronta nem Gordurinha e nem Jackson acreditavam nela, tanto que foi dada para Odete Amaral gravar, mas que não fez o mínimo sucesso. Sucesso mesmo, só na voz de Jackson, daí a inveja do autor do livro porque de Gordurinha não se pode dizer o mesmo já que morreu sendo amigo de Jackson.</p>
<p>Muita gente já fez música assim: na hora em que a inspiração aparece. Mas não a música completa. Geralmente é aquilo que os compositores chamam de “monstro” ou “esqueleto”. Depois é que fazem os devidos e finais acertos e aí é quando a música ganha forma definitiva. No caso de Chiclete com Banana, Roberto Torres dá a entender que ela foi feita após a conquista da Copa do Mundo de 1958 na Suécia para depois afirmar que Odete Amaral gravou a referida música ainda no primeiro semestre daquele ano. Foi sua primeira contradição. No livro, ele não fala que Eloide Wharton lhe disse que a música era só de Gordurinha. Se ela lhe falou isso ele não contou.</p>
<p>Pra essa finalidade difamante, ele usou uma antiga reportagem de Jairo Costa Júnior publicada no jornal Correio da Bahia em 15/02/04. Lá é dito que Diógenes Grumberg, um radialista que se tornou empresário de Gordurinha por volta de 1963, teria afirmado que Gordurinha ficara muito aborrecido com Jackson porque este lhe exigira colocar o nome de Almira como parceira, como condição para que Jackson a gravasse, magoando Gordurinha e abalando a conhecida amizade que existia entre eles desde o tempo em que ambos trabalharam nas emissoras de rádio de Pernambuco ainda na década de cinqüenta.</p>
<p>Para atingir seu objetivo de difamar Jackson, Roberto Torres ignorou completamente a grande obra de Fernando Moura e Antonio Vicente – Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo – o que, no mínimo, proporcionaria ao seu leitor o contraditório sobre a história de tal composição. No citado livro, Almira Castilho, ex-esposa de Jackson, conta em detalhes como Gordurinha apresentou a música a Jackson e como trabalharam os três na sua forma final. O livro deles é de 2001 e o de Roberto é de 2008 e por incrível que possa parecer, não consta sequer das suas “referências bibliográficas”. Quem assim procede é, no mínimo, um mal intencionado. Cutucado por mim para explicar a razão de tal omissão, apenas disse que os citados autores foram antiéticos porque quiseram atribuir a todo custo a co-parceria da aludida música para Almira Castilho.</p>
<p>Só que Roberto Torres também esqueceu completamente dos arquivos de Miguel Ângelo de Azevedo, o pesquisador Nirez, que colocou na internet os extratos dos rótulos dos discos de 78 rotações gravados no Brasil e lá aparecem nitidamente os nomes de Gordurinha e José Gomes como autores da música Chiclete com Banana. É só consultar na internet o Projeto Disco de Cera, na letra C, que o leitor encontrará a informação com um erro: ao invés de José Gomes aparece o nome de Jackson do Pandeiro. A informação é de 20/10/06. O citado projeto é financiado pela Petrobras.</p>
<p>A cronologia das gravações em 78 rotações de Chiclete com Banana aparece assim no Projeto Disco de Cera de Nirez:</p>
<p>CHICLETE COM BANANA/GORDURINHA &#8211; JACKSON DO PANDEIRO/ODETE AMARAL/POLYDOR/258-b/1958</p>
<p>CHICLETE COM BANANA/GORDURINHA &#8211; JOSÉ GOMES/JACKSON DO PANDEIRO/COLUMBIA/3.097-a/1959-11</p>
<p>CHICLETE COM BANANA/GORDURINHA – ALMIRA CASTILHO/GORDURINHA/CONTINENTAL/17.756-a/1959-12</p>
<p>CHICLETE COM BANANA/ALMIRA CASTILHO &#8211; GORDURINHA/CARMÉLIA ALVES/MOCAMBO/15.376-b/1961-09</p>
<p>O que Roberto Torres não contava é que Odete Amaral gravou Chiclete com Banana no início de 1958 e que no rótulo do tal disco de 78 rotações consta como autores da música, conforme se pode ver acima, Gordurinha e José Gomes (Jackson). A farsa dele começou a cair a partir daí.</p>
<p>Quem pesquisa música com um pouco mais de profundidade do que Roberto Torres sabe que Jackson costumava colocar as músicas que fazia (sozinho ou em parceria) em nome de José Gomes (ele mesmo), José Gomes Filho (nome próprio completo de Jackson), no seu nome artístico (Jackson do Pandeiro), ou ainda em nome de suas duas mulheres, Almira Castilho e posteriormente após a separação desta, Neuza Flores, esta última sob o pseudônimo de Mascote. Isso acontecia por dois motivos: 1) Para beneficiar suas mulheres; 2) Por desconfiar das sociedades arrecadadoras de direitos autorais. </p>
<p>Se Gordurinha ficou magoado com Jackson porque este ao gravar a música Chiclete com Banana em 11/59, quase dois anos após a gravação de Odete Amaral, ao exigir-lhe colocar o nome de Almira como co-autora, como insiste Roberto Torres, como é que ele explica o fato de que na gravação original de Odete Amaral consta o nome de Jackson do Pandeiro sob a forma de José Gomes sem nenhuma contestação por parte de Gordurinha?</p>
<p>Não adianta perguntar porque ele não irá responder nunca. Ou responderá com grosseria como fez comigo me chamando de pobre coitado que quer aparecer, de burro, baixo caráter e mal intencionado. A confusão que quer causar o Roberto Torres aproveitando-se da gravação de Chiclete com Banana pelo cantor Gordurinha em 12/59, tem uma explicação lógica: Jackson queria beneficiar Almira, sua então mulher. Daí pode ter pedido naturalmente a Gordurinha que colocasse o nome de Almira no disco do baiano já que assim ficava tudo em casa. Quem raciocina cartesianamente percebe isso, o que não é o caso de Roberto Torres que acha que isso é uma revelação de que a música é só de Gordurinha e de que Jackson se aproveitou do amigo. Ele não leva em consideração quem são os compositores na primeira gravação de Chiclete com Banana feita por Odete Amaral no começo de 1958. Malandramente, fornece uma informação incompleta no seu livrinho apenas para atingir seu insidioso fim. Ele não se conforma com o fato de que quem escreve está tão exposto à crítica assim como estamos todos vulneráveis ao vírus da gripe. Criticado por sua falta de método como pesquisador, devolveu a crítica sob a condenável forma de ataques pessoais.</p>
<p>Chiclete com Banana sempre intrigou os leigos principalmente por isso: ora aparece como de autoria de Gordurinha e José Gomes, ora de Gordurinha e Almira Castilho. Afinal a música era de quem?</p>
<p>Almira respondeu (pág. 268 da primeira reimpressão do livro Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo, 2007): “Eu não podia assinar composição com Jackson. Ele era da UBC e eu da SBACEM. Como tudo que fazíamos era em conjunto, quando aparecia algum parceiro, ora registrava ele, ora eu, dependendo da sociedade do camarada. Ficava tudo em casa, né? Quando a música chegava arrumada como no caso de Rosil (Rosil Cavalcanti), a parceria só se configurava quando a intervenção fosse grande, cortando ou acrescentando versos e frases ou com a mudança da melodia. Uns ajustes na ortografia e uns corsertozinhos na música não eram suficientes para que a gente reivindicasse a divisão autoral. Pra que avançar no que não era nosso e mexer no que já estava pronto? No caso de Chiclete com Banana, a criação foi coletiva. Os três participaram diretamente, mas só dois podiam asssinar. Gordurinha chegou com a idéia, alguns versos prontos e um esboço melódico. A gente já tinha conversado antes sobre a invasão americana na música brasileira… Jackson reclamava muito disso. Aí ficamos alguns dias ajeitando a danada, Jackson burilando no violão, e quando o Gordurinha voltou, fechamos. E, se me lembro bem, não chegamos nem a conversar sobre essa história de registro, porque a coisa já era automática e os três sabiam disso. Por exemplo, aquele negócio que Jackson faz com a boca – ‘Burururu, bebop, bepop, bebop…’ -, aquilo é a cara dele. Agora, aquele trecho que diz ‘… quando ele souber que o samba não é rumba’, isso é meu. E por aí vai. Gordurinha entrou com o ‘… chiclete eu misturo com banana’ e outras partes. E a música foi feita assim, cada um construindo um pouquinho, porque a gente sabia qual era o recado que queria passar. E deu certo, não foi?”</p>
<p>Jackson do Pandeiro, por sua vez, no início da década de setenta foi quem falou inicialmente sobre a composição Chiclete com Banana numa entrevista ao jornal Musicalíssimo: &#8211; “Chiclete com Banana é uma sátira de quando começou a invasão do iê-iê-iê. O Gordurinha fez o Chiclete e eu peguei a música e introduzi profundos arranjos”.</p>
<p>Já em 1972, o repórter Roberto Moura, de “O Jornal”, conseguiu outra declaração de Jackson do Pandeiro sobre o mesmo assunto: &#8211; “Eu tinha consciência da sátira que Chiclete com Banana representava. Muita gente pensou que fosse uma loucura qualquer. Não era. A gente sabia o que estava fazendo”.</p>
<p>Fernando Moura e Antonio Vicente, grandes pesquisadores, afirmaram que ao pé da letra, Jackson poderia ter assinado a maior parte das músicas que gravou. Que ele sempre interferia com um cuidado de autor. O problema é que não fazia muita questão disso conforme falou numa entrevista dada a Grande Otelo: “O meu negócio era gostar de ritmo. Eu queria fazer ritmo, não tinha conversa”.</p>
<p>Cícero, irmão de Jackson e ritmista do conjunto musical que o acompanhava desde 1958, declarou: “Os compositores que entregavam as músicas prontas, com melodia, letra e tudo, pra Jackson, chamavam-se Nivaldo Lima, Severino Ramos, João Silva, Rosil Cavalcanti e Antonio Barros” (Pág. 270 da obra citada).</p>
<p>Se no seu livro Roberto Torres não demonstra a sua ira contra Jackson do Pandeiro, só o fazendo nos comentários desequilibrados que citarei, o mesmo não se pode dizer em relação a Shirley Torres, a última mulher de Gordurinha e com quem viveu seis anos. Com base em depoimento de uma enteada de Gordurinha, filha de Eloide, e novamente com apoio nas palavras de Diógenes Grumberg, Shirley é apontada como viciada em drogas e com várias passagens pela polícia, ao mesmo tempo em que se disse que Gordurinha a tinha tirado “daquela vida” que só poderia ser da prostituição pela interpretação que se dá a essa expressão.</p>
<p>Shirley Torres era dançarina, cantora, compositora e ex-mulher de um comediante, depois viveu com Gordurinha. Tanto é assim que em 1971, gravou com Noca do Acordeon um belíssimo samba-choro, de Gordurinha e dela, chamado Camadinha, música que passou ao largo do livro de Roberto Torres, por despeito ou precariedade das suas pesquisas.</p>
<p>Tão fraco pesquisador é Roberto Torres que nem sequer aproveitou no seu livro um monumental erro da Enciclopédia da Música Brasileira &#8211; Erudita, Folclórica e Popular, lançada em 1977 pela Art Editora de São Paulo, que apontou a música Chiclete com Banana somente como se fosse de autoria de Gordurinha, em total desprezo aos rótulos dos discos que são a base para os dicionários e as enciclopédias. Mas as enciclopédias erram muito, pois aí está a “Novo Século” que não me deixa mentir, conforme artigo de Nei Lopes. E os dicionários musicais erram muito também. Já encontrei erros monumentais no dicionário de Ricardo Cravo Albin.</p>
<p>Agora, faço questão de transcrever os comentários de Roberto Torres os quais difamam Jackson do Pandeiro e Almira Castilho:</p>
<p>Roberto Torres diz: “O nome correto da música é Chicletes com Banana e não Chiclete com Banana. E é uma composição somente de Gordurinha, que Jackson do Pandeiro exigiu parceria para gravá-la”. Em 10/07/09 às 10.29</p>
<p>Roberto Torres diz: “…Gordurinha realmente não precisava desse expediente. Já Jackson, que não era compositor e sim intérprete, utilizou sim desse expediente e quase perde o amigo, que ficou com mágoas dele por tal exigência…” Em 10/07/09 às 18.56</p>
<p>Roberto Torres diz: “…Assim sendo, meu prezado, fica claro, então que Jackson e Almira tinham o hábito de reivindicar parcerias…” Em 23/04/10 na postagem <a href="http://www.luizberto.com/?p=49117" rel="nofollow">http://www.luizberto.com/?p=49117</a></p>
<p>Como os arrogantes deixam sempre suas impressões digitais no que dizem, eis o show final de Roberto Torres, escritor e pesquisador pernambucano: “…sou um pesquisador e não tenho compromisso com defunto nenhum, seja ele famoso e cheio de glórias ou obscuro. O meu compromisso é com a verdade dos fatos. Sou um historiador e este é o meu trabalho, o meu dever. Doa em quem doer. Esse negócio de não ofender defunto é pra fã, admirador, etc. Eu sou um estudioso. Minha função, nesse processo é outra. Consegue entender?…” (trecho de comentário na postagem acima em 01/05/10)</p>
<p>Consegui entender, sim, Roberto Torres porque no seu livro você não prova o que afirmou grosseiramente nos comentários acima transcritos. Em resumo, o pobre coitado é você, que se revelou um escritor leviano e despeitado em relação a Jackson do Pandeiro!</p>
<p>Para finalizar, é uma vergonha que recursos públicos tenham financiado uma obra que, enquanto promove a glorificação de um consagrado artista também serve para difamação de outro. Gordurinha não merecia um biógrafo despeitado com o sucesso de Jackson como é o Roberto Torres e que ainda tem a petulância de se autodenominar historiador.</p>
<p>Se a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia continuar com a reedição dessa obra sem que se lhe procedam as correções necessárias pelo autor, pelo menos para que o contraditório nela fique registrado, ficará comprovado que também não tem nenhum compromisso com a verdade e que apenas patrocinou um livro destinado ao oba-oba dos baianos!</p>
<p>Abílio Neto &#8211; pesquisador musical</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Abílio Neto</title>
		<link>http://osamba.net/2008/08/18/514/#comment-931</link>
		<dc:creator>Abílio Neto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 01:02:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://osamba.wordpress.com/?p=514#comment-931</guid>
		<description>Sinto muito, a gravação original de Chiclete com Banana é de 1959. A música é de Gordurinha e Jackson. A Almira Castilho depois de um certo tempo passou a constar dos discos como compositora deste música, porém ela tal qual a dona Helena Gonzaga nunca compuseram nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sinto muito, a gravação original de Chiclete com Banana é de 1959. A música é de Gordurinha e Jackson. A Almira Castilho depois de um certo tempo passou a constar dos discos como compositora deste música, porém ela tal qual a dona Helena Gonzaga nunca compuseram nada.</p>
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	<item>
		<title>Por: waldeck luiz</title>
		<link>http://osamba.net/2008/08/18/514/#comment-926</link>
		<dc:creator>waldeck luiz</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 01:08:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://osamba.wordpress.com/?p=514#comment-926</guid>
		<description>oi
sou neto do compositor gordurinha ,gostaria de agradcer o artigo sobre essa musica, pena que pouca gente saiba que meu avo compos essa musica sozinho e a deu de presente para almira castliho.o importante mesmo e que essa musica retrata ate hoje a influencia da cultura americana em nossas vidas.
um abraco</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>oi<br />
sou neto do compositor gordurinha ,gostaria de agradcer o artigo sobre essa musica, pena que pouca gente saiba que meu avo compos essa musica sozinho e a deu de presente para almira castliho.o importante mesmo e que essa musica retrata ate hoje a influencia da cultura americana em nossas vidas.<br />
um abraco</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Elisa</title>
		<link>http://osamba.net/2008/08/18/514/#comment-879</link>
		<dc:creator>Elisa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 16:55:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://osamba.wordpress.com/?p=514#comment-879</guid>
		<description>Parabéns pelo trabalho de vocês!!! Estamos juntos pela preservação da nossa cultura.
Beijão em todos vcs.

Elisa (TDS)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo trabalho de vocês!!! Estamos juntos pela preservação da nossa cultura.<br />
Beijão em todos vcs.</p>
<p>Elisa (TDS)</p>
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