Vôo da águia quarentona da Portela
outubro, 2007 at 3:29 am 7 comentários

Por Bruno Villas Bôas e Thiago Dias
O carnaval de 1968 seria apenas mais um dos 18 vencidos pela Mangueira não fosse um detalhe: pela primeira vez na história, a Portela trazia em seu carro abre-alas a escultura de uma águia. O quarto lugar da escola de Natal pouco importa hoje, já que a maior tradição dos desfiles completará 40 anos em 2008. A data não deverá ser motivo, no entanto, para uma homenagem na Marquês de Sapucaí.
“Sabemos dessa data, mas não pensamos em nada ainda para o desfile, por causa do enredo. Atualmente, as escolas buscam a modernidade acima de tudo, o uso da tecnologia. Tem que ter impacto”, diz Cahê Rodrigues, carnavalesco da Portela, ao blog O Samba.
Segundo ele, os 40 anos da águia não serão totalmente ignorados pela azul-e-branco de Madureira: “Deverá haver alguma comemoração na quadra, durante os ensaios”, completa.
Em 1968, a escola cantou o enredo “O Tronco do Ipê”. A águia, símbolo da Portela desde a sua fundação, veio no carro abre-alas, bem menor dos que estamos acostumados a ver na avenida nos dias de hoje. Em seu arquivo pessoal, o blog O Samba conseguiu uma foto daquele momento.
No ano que vem, Cahê Rodrigues levará para a Sapucaí o tema “Reconstruindo a Natureza, recriando a vida: o sonho vira realidade”. Como sempre, a Portela faz mistério de como será a águia. Esconder o abre-alas é a grande tradição da escola. “Ela já veio de todos os jeitos”, lembra o carnavalesco. Até sem asa, quando em 2005 tudo deu errado no desfile e culminou com a Velha Guarda barrada na avenida.
Ele lembra, contudo, da tradição do símbolo maior da escola de Madureira. “A águia tem uma participação especial na história da Portela. A escola sem ela é inaceitável. O portelense não admite ver a Portela entrar na avenida sem a águia”, acrescenta Cahê, que irá realizar no próximo carnaval seu primeiro trabalho solo na Portela.
Quarentona, a águia voará mais uma vez na Sapucaí atrás do título que não vem desde 1984. Campeã ou não, uma coisa é certa: o carnaval não seria o mesmo se, em 1968, a Portela não tivesse levado para a Candelária a escultura feita por Bira Sargento em seu abre-alas.
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1.
Marcello | outubro, 2007 às 12:37 pm
Rapazes, fiz uma montagem com fotos da Portela do desfile de 1953. http://br.youtube.com/watch?v=TKg3lXyhIbM
2.
blogdosall | outubro, 2007 às 8:01 pm
Salve!!!
Parabéns pelo blog e pelos excelentes textos. Sou de São Paulo e tbm estou extremamente envolvido com o samba por aqui, e achei muito legal a iniciativa de vcs. Um grande abraço e vida longa ao blog e ao nosso querido samba!
3.
Granada | outubro, 2007 às 8:32 pm
É, a azul e branco não tem comparação. Mas eu nem compartilho da mesma opinião do carnavalesco. A Portela será a mesma com ou sem a águia.
E todos à feijodada da escola no sábado!
4.
TORCIDA GUERREIROS DA ÁGUIA | outubro, 2007 às 11:50 pm
Que maravilha de foto, não tínhamos visto ainda a águia de 1968. Gostaríamos de pedir autorização para colocá-la em nosso site com os devidos créditos. Por favor entrar em contato com a Torcida Guerreiros da Águia, aproveite e visite nosso site – http://www.guerreirosdaaguia.com.br
Saudações portelenses!!!
5.
Leo César | outubro, 2007 às 4:33 am
Demais a foto e seu texto sobre esses 40 anos.
Mas o que reparo é que a Portela tem uma certa dificuldade em prestar alguma homenagem à sua história.
Mas a Portela tem tanta força que se mantém om sua história,seus fãs,sambistas e sua contribuição para o samba além da Sapucaí!
6.
Luisinho | outubro, 2007 às 3:35 pm
Brincadeira. Até a Portela está perdendo laços com a tradição…
7. » Sobre Totens, Santos e Devotos: A Fé que Une o Sagrado e o Profano | outubro, 2007 às 3:35 pm
[...] no enredo “O Tronco do Ipê”. Num trabalho de resgate louvável, a equipe do site O Samba.net (http://osamba.net/2007/10/03/188/) disponibilizou a imagem da primeira águia que abriu o cortejo portelense naquele ano. Bela [...]