Estações do samba
agosto, 2007 at 5:38 am 2 comentários

Por Thiago Dias
Finalmente conheci o parador que Marquinhos de Oswaldo Cruz, Edinho Oliveira e Arlindo Cruz cantam o percurso em “Geografia Popular”, aquela do “Gente boa, onde Aniceto está?”.
Ao contrário do caminho feito pelos compositores, não saí de Deodoro, o ponto final. Embarquei na Central do Brasil, com destino ao Engenho de Dentro. Parada obrigatória e, como diz a letra, o trem tá muito lento.
Trem, diga-se de passagem, maneiro. Com ar condicionado, bancos limpos e letreiros luminosos. Pena que Paulo da Portela e outros bambas não tinham esse conforto. Se já faziam obras-primas sacolejando em vagões velhos e empoeirados, imaginem o que não fariam sentadinhos em uma temperatura agradável?
Praça da Bandeira, São Cristóvão, o lindo bairro imperial, e Maracanã. Perto do estádio, a memória busca imagens do “Canal 100”, do mar rubro-negro em dia de clássico inundando a plataforma.
Depois, a Mangueira. É a quarta parada, mas ostenta o nome de “Estação Primeira”. Uma versão diz que Cartola assim a batizou por ser a “primeira estação onde tem samba desde a Central”. Faz sentido.
Os vendedores ambulantes, que já foram até tema de música gravada por Zeca Pagodinho, continuam lá. Uns andam uniformizados, vendendo água, refrigerante e picolé. A maioria segue na moita, com barras de chocolate em mochilas. São Francisco Xavier, Riachuelo, Rocha, olha o mate, Sampaio, Engenho Novo, cerveja, Méier.
De longe, o Engenhão. Belo estádio construído para os Jogos Pan-Americanos e dado de presente ao Botafogo. É lá que eu fico, me perguntando onde Aniceto está, gente boa.
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1.
Bernardo | agosto, 2007 às 6:49 pm
Segundo o Zé Keti, o nome é Estação Primeira pq na época, depois da central, não tinham as duas estações que vêm antes…
2.
Antonio Gomes | agosto, 2007 às 4:39 pm
Tem várias versões. Há que me parece mais crível é essa do Cartola.