Vera? Que Vera? Nem conheço
agosto, 2007 at 7:46 pm Deixe um comentário
Por Bruno Villas Bôas
Guilherme de Brito, nosso homenageado do mês, em apresentação memorável ao lado de Nelson Cavaquinho. Eles tocam “Amor perfeito”, clássico da dupla, composto em 1976: “Pode haver outra mulher / Tão carinhosa / Mas para mim / Só Vera”.
Tão bom quanto o samba, é o diálogo no final. Dona Durvalina, esposa de Nelson Cavaquinho, está sentada entre os dois sambistas.
Nelson Cavaquinho (com cara de deboche): “Nem conheço essa Vera, sabe disso, ou não?”
Guilherme de Brito (entregando o parceiro): “Esse negócio da Vera, como é que é esse negócio aí? É que eu participei do negócio na segunda parte… A Vera é por conta dele…”
Dona Durvalina (sem graça): “Também estou querendo saber essa história… Mas ele ainda não contou…”
Nelson Cavaquinho (mudando de assunto): “Sabe Guilherme, eu fiz essa música em Mangueira, sabe? Naquela tempo, eu gostava de fazer duas, três músicas por semana. Mas depois até você… trouxe um grande alívio para mim. Faço a primeira, tu faz a segunda. Tu faz a primeira, eu faço a segunda. Às vezes deixo a letra por tua conta… E nós assim vamos seguindo.”
Amor perfeito
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito)
O amor é como a flor
Que nasce e morre
Quando não
Se espera
Pode haver outra mulher
Tão carinhosa
Mas para mim
Só Vera
Disse que plantou amor perfeito
Em meu jardim
Sei que me enganou
Mas fui feliz assim
Pois quando partiu
Eu vi a sua maldade
No jardim
Eu só colhi saudade
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