Mais querido

abril, 2007 at 3:14 am 6 comentários

Por Emiliano Mello

Os taxistas que me conhecem, sabem: não gosto de futebol. Cansados de ouvir que torço para a “seleção canarinho”, e somente em Copa do Mundo, não me perguntam mais sobre as rodadas do estadual. Em vez disso, começam com o calor que tem feito no Rio de Janeiro para, em seguida, maldizer a cidade por conta da violência. Só assim o papo rende. O mesmo acontece com os amigos, mas com estes a conversa é mais agradável: falamos sobre mulher, a segunda paixão nacional.

Adoro música, contudo. E ouvir o Samba Rubro-Negro (O mais querido), de Wilson Batista e Jorge de Castro – regravado por João Nogueira no disco Clube do Samba, em 1969 -, faz qualquer um sentir-se Mengo desde criancinha. Sob o batuque dos couros e das cordas, ao redor da mesa, as desavenças futebolísticas cedem lugar ao regozijo proporcionado por Nogueira e seu “samba-de-calçada”, cheio da energia das ruas, como ele próprio o definia. E todos vestem a mesma camisa.

Nelson Rodrigues que me perdôe, mas não há como ficar indiferente aos versos:

“Flamengo joga amanhã
Eu vou pra lá
Vai haver mais um baile
No Maracanã
O mais querido
Tem Zico, Adílio e Adão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro Mengo ser campeão”

No vídeo, João Nogueira canta acompanhado dos músicos Raphael Rabello, Manuel do Cavaco e Wilson das Neves. O povo, como gostava Nogueira, participa ativamente da apresentação.

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Leopoldina leopoldinense Zeca Pagodinho, magrinho pacas

6 Comentários Add your own

  • 1. Dias  |  abril, 2007 às 2:18 am

    essa é a versão do João. a original é:

    O Mais Querido tem Dida, Dequinha e Pavão

    Esse samba é foda

    Responder
  • 2. Rodrigo  |  abril, 2007 às 5:03 am

    Parabéns pelo blog.
    Uma dúvida: vcs estudam na FACHA?

    Abraço.

    Responder
  • 3. Dias  |  abril, 2007 às 9:02 pm

    Rodrigo, estudávamos. Mas geral já tá formado.

    abraço

    Responder
  • 4. Julio Calmon  |  abril, 2007 às 8:28 pm

    Cara, cresci ouvindo isso!

    Responder
  • 5. Maria Tereza  |  abril, 2007 às 9:01 pm

    Quem viu Zico, Adílio, Adão, Júnior, Leandro e etc jogarem, seleção na época e não apenas um time, não tem como não se arrepiar com este samba!
    Abraços de uma rubro negra, acima de tudo!!!

    Responder
  • 6. Gustavo de Almeida  |  abril, 2007 às 3:48 pm

    Ótimo blog, e realmetne João Nogueira era o máximo.
    Só uma correção: pelo que meu falecido pai dizia, Castro e Batista compuseram o samba com os versos “Rubens, Dequinha e Pavão”. Como o samba ainda é de 1950, Dida, que viria a se consagrar de vez no tricampeonato 53/54/55, acabou ficando de fora.
    Embora, claro, não seja nenhum pecado cantar “Dida, Dequinha e Pavão”.
    Abraços

    Responder

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