Leopoldina leopoldinense
março, 2007 at 1:15 am 3 comentários

Por Thiago Dias
Voltando aos sambas de enredo que eu gosto e quase ninguém fala: “Imperatriz Leopoldinense Honrosamente Apresenta Leopoldina, a Imperatriz do Brasil”.
Só esta obra e o “Verás que um filho teu não foge à luta” do Império Serrano ganharam nota 10 dos cinco jurados no desfile de 1996. Merecidos.
Em dois versos (“Atravessou o mar / Temendo a invasão a Portugal”), os compositores Jurandir, Dominguinhos do Estácio, Demarco e Carlinhos China já resumem a história da chegada da família real ao Brasil em 1808.
Parênteses: os 200 anos da chegada da família real ao Brasil deverão servir como tema único dos enredos das escolas do grupo de acesso em 2008.
Voltando à Imperatriz. Sempre criticada por ter sido campeã nos anos 90 com sambas fracos, em 1996 arrebentou na música e acabou em segundo lugar, perdendo para a Mocidade (“Criador e Criatura”, do “a mão que faz a bomba”).
Com a frase “O tempo passou, D. Pedro precisava se casar” o samba dá um pulo até 1817, quando o imperador casou com a imperatriz Leopoldina.
A letra é simples, mas conta detalhe por detalhe da chegada da austríaca ao Brasil. O casamento por procuração em Viena, os presentes de D. Pedro, a longa viagem de navio (“E de lá pra cá / Só céu e mar … Esperança”) e a sua participação no processo da independência.
O refrão, faz duplo sentido: “A Leopoldina é imperatriz”. Pode ser sobre a esposa de D. Pedro, que tornou-se imperatriz, ou sobre a região da escola de Ramos. Lindo, mas esquecido.
Baixe aqui o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense de 1996
Clique aqui para a letra do samba
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1.
Serginho Corrêa | março, 2007 às 5:27 pm
Muito bom o conteúdo do site. Adorei a entrevista com o Guinga. Parabéns pelo belo trabalho!
2.
Carol Oliveira | abril, 2007 às 2:58 pm
Um dos melhores sambas de todos os tempos… Letra impecável, porém simples! Muito fácil de pegar, tanto que até hoje está na boca de muita gente…
Porém, não posso deixar de comentar sobre o samba da Mocidade. Muito bonito!
3.
Paulo Márcio | abril, 2007 às 5:06 am
Belíssima homenagem. Ao contrário de muitos, eu adoro os sambas-enredo da Imperatriz, em especial os de 1994-1995-1996-2000 (1989 é hour concour). Continuem assim!