Guinga lança CD e fala do samba na alma


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Por Thales Ramos e Emiliano Mello
Foto de Bruno Villas Bôas

Num pique de menino, Guinga corre do calçadão da praia do Leblon até a beira do mar em poucos segundos, debaixo de um sol escaldante de domingo. O pessoal do blog O Samba, cansado só de olhar, tenta acompanhar o ritmo. Depois de alguns minutos, ele sai do mar e pergunta ao fotógrafo: “Pode tirar foto assim, sem camisa?” Pode sim. E ele segue para uma série nas barras paralelas, parte de sua rotina. Guinga é um sujeito simples e é também um grande sujeito.

Clique aqui para ler a entrevista completa

“Sou o rei da rotina. Jogo futebol cinco vezes por semana, sempre”. E lá se vão dezesseis anos desde que Guinga entrou em campo e lançou o seu primeiro álbum. De “Simples e Absurdo” a “Casa de Villa”, seu novo trabalho, ele acumulou os melhores adjetivos e deixou estupefatos, perplexos, de orelha em pé os que tiveram a sorte de provar da sua obra. Se no dia-a-dia a rotina é rígida e de poucas mudanças, em sua obra a única repetição é a do arrebatamento que provoca. Em uma arena de diversidade musical, que é a música brasileira, Guinga paquera todos os gêneros, com diferentes cantadas.

Nas parcerias, ele age como aquele craque altruísta, que joga pro time. Que apesar de consagrado, valoriza os mais novos e põe muita gente na cara do gol. Se antes as tabelas eram constantes com Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, agora também triangula com gente nova como Edu Kneip, Simone Guimarães e Mauro Aguiar. Em “Casa de Villa”, ele abre o repertório de jogadas e, como canhoto arisco das peladas, rabisca sua primeira letra em “Maviosa”. E faz um disco mais “nu”, mais próximo do que é sua performance ao vivo. Compõe mais para sua voz e chama a responsa das suas canções. Como como aquele camisa 10 que enche os olhos, diz: “Agora é comigo”.

Nesta entrevista, o blog O Samba desnuda o craque do violão que, tal qual aquele moleque matreiro que desponta aqui no futebol, já enche os olhos dos europeus. Futucamos a carreira de Guinga desde as divisões de base, quando começou a jogar ao lado de Cartola, João Nogueira, Nelson Cavaquinho e Candeia. Mas não fica só aí. Ele dá seu parecer sobre a situação cultural brasileira (sobretudo a carioca), prevê o “Caverna Família” e fala meio que encabulado do deslumbre do velho continente por sua música. Inclusive é de lá, mais precisamente da Espanha, que surgem os preparativos para o lançamento do seu primeiro DVD.

Exaltar a riqueza da obra desse gênio é o óbvio a se fazer. Sendo assim, a gente libera o mural para ele deixar um recado e dizer a que veio: “Eu quero é divulgar minha obra. Eu to aí.”

4 Respostas para “Guinga lança CD e fala do samba na alma

  1. Amei a entrevista! O lide, então, está perfeito! Gosto do Guinga, ele sabe tudo de violão! E vocês, meninos do blog, sabem tudo de samba. Beijos, Márcia.

  2. Que texto bom de se ler sobre um cara que é melhor ainda, Guinga!
    O Blog é um alento! Continuem, e podem saber vou voltar sempre!!!

  3. Pingback: Guinga: a simplicidade de um gênio « O samba é meu dom·

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